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Enquanto alguns pensam em aniquilar o mundo, outros pensam em descobrir de onde viemos...
Aliás, esta clássica pergunta nos atormenta desde que pisamos a face do planeta pela primeira vez.
Se somos primatas, primos dos macacos, parentes dos dinossauros, ainda não sabemos. Mas tentamos descobrir.
A cada instante surge um novo dado, uma nova teoria, uma nova esperança.
Desvendar nosso passado pode ser, em última instância, um passo para descobrir nosso futuro - certo?
E enquanto vamos tecendo elocubrações sobre os mistérios que cercam nossa origem e nosso destino, vamos devastando o planeta, semeando loucura, dizimando espécies...
Somos altamente destrutivos, ao mesmo tempo em que tentamos nos fazer poéticos e sensíveis...
O que somos, realmente?
Somos ETs, estranhos num ninho que não nos pertence e que tomamos de assalto e submetemos à nossa vontade?
Somos escória do Universo, destinada ao exílio em um planeta qualquer?
O que somos? Quem somos nós?
Seres desprezíveis, voltados para o próprio umbigo?
Seres passíveis de "salvação", tentando encontrar seu rumo?
Confesso que isso, essas perguntas todas, muitas vezes me atormentam.
Quando olho para as estrelas, eu me pergunto se nossa origem está perdida em alguma delas, possivelmente já morta, explodida em poeira...
Olho para o céu com a esperança de que realmente nosso lugar está pendurado lá em cima e que ainda esteja por lá - apesar de nossa índole belicista e destruidora.
Olho para o fundo negro salpicado de brilhos e lembro que esse brilho vem de milhões de anos atrás, que estou enxergando o passado e que o futuro-presente pode ser ainda mais negro do que a imensidão que observo.
Leio quase tudo que me cai nas mãos, invocando nossa origem extra-terrestre, o fato de sermos poeira de estrelas e a possibilidade de um dia voltarmos para casa... Tento entender o que nos leva a olhar para o céu com saudades de casa e imagino se realmente estamos sendo observados.
Fico pensando em como são nossos visitantes, se são amigos, se são inimigos, se são meros observadores, se pesquisam nossas desditas, se analisam nossa barbárie...
Há quanto tempo estamos aqui de verdade?
O que o Universo pensa de nós?
...
É... Hoje estou "filosófica" demais...
Talvez porque o fim de semana se avizinha, talvez porque esta gripe chata não me larga...
Talvez porque essa nostalgia resolveu me pegar de jeito...
Talvez porque, hoje, eu possa estar sentindo na pela aquilo que os negros escravos simplesmente chamavam banzo...
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