Ok! Eu admito: eu vejo o horário eleitoral gratuito!!!

Você pode até pensar que perdi a razão, mas, na verdade, minha intenção é bem outra...

Confesso que fico pasma, embasbacada, surpresa, mas, acima de tudo, desesperançada...

Mas eu vejo o horário eleitoral gratuito!!!

Fico pensando, dando tratos à bola... Tentando fazer com que meus dois neurônios neuróticos funcionem... Para tentar entender qual a motivação de quem se candidata, por exemplo, à Presidência da República...

Fico tentando entender a motivação de quem tenta chegar ao governo do Estado ou às assembléias...

O que será que move esses políticos?...

Você já reparou que eles sempre são honestos, trabalhadores, firmes, corajosos, destemidos mesmo, preparadíssimos para assumirem o controle de nossas vidas?

Nunca têm defeitos, nunca deram uma escorregadela na vida, são impolutos - perfeitos!!!

E, no entanto, transformam-se em seres irreconhecíveis, ao desferirem ataques em todas as direções.

Ninguém presta, ninguém está apto à ocupar o cargo pretendido, ninguém está pronto para gerir a nação.

Apenas aquele candidato que fala naquele momento...

Por que será que as coisas permanecem deste jeito?

Entra ano, sai ano eleitoral, e a gente sempre vê o mesmo tipo de campanha. Só mudam os personagens principais e algumas das cenas mostradas. Ah! Mudam as musiquinhas, também!

Fico pensando, tentando imaginar o que se passa nas cabeças dos tais marqueteiros políticos, sempre preparadíssimos para ganhar uma eleição - em cima do primeiro adversário que atravessar o caminho de seu candidato.

Será impossível descobrir uma nova fórmula de se fazer campanha eleitoral?

Será impossível surgir um candidato que assuma suas limitações, que jogue verdadeiramente limpo?

Poderia ficar aqui, enumerando as ratas cometidas por cada um deles...

E a gente passaria horas lembrando de como os erros de hoje são os mesmos erros do passado, de como a gente já filme todos esses filmes anteriormente...

Pena que isso não mudaria muita coisa - pelo menos em relação aos candidatos que estão aí...

Ai, decepção!...