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De que adianta, agora, perguntar de quem é a culpa?
O certo é que o Rio (e o Brasil, de certa forma), é território inimigo, território de bandido.
Quem acompanhou, pelos noticiários, a tal da "rebelião" em Bangu 1, sabe que estamos diante de presídios que viraram hotéis de luxo. Não temos cadeias, temos hotéis; não temos celas, temos quartos especiais.
O que fazer diante disso tudo?
Eis a questão. Enquanto tratarmos bandidos perigosos como pequenos marginais, "recuperáveis", vamos ver essa coisa acontecendo todos os dias.
E aí eu pergunto: será que isso não está suficientemente visível?
Será que já não há exemplos demais, mostrando a falência do sistema carcerário brasileiro e o comprometimento da polícia carioca com boa parte dos marginais?
Podem até dizer que estou falando besteira, que não tenho provas, etc e tal. Mas parto do pressuposto de que certas coisas não aconteceriam "sozinhas", só são possíveis com a conivência de quem deveria montar guarda e preservar a tranqüilidade da sociedade.
O que leva um policial ou um carceireiro a se aliar ao crime organizado, são outros quinhentos. Afinal, as causas são muitas...
O que digo é que não dá mais para sustentar bandido em hotel de luxo, com direito a comida de primeira, celular, banho de sol, televisão e tudo o mais.
Não sou a favor da pena de morte, porque ela torna um erro irreversível.
Mas sou a favor da prisão perpétua, com trabalhos forçados se necessário e com a condição incontestável de que o preso, para comer, terá de trabalhar.
Vai trabalhar na roça, como se diz aqui no interior...
Vai cultivar a horta, para ter o que comer. O excedente da produção, ajuda na alimentação escolar e na cozinha de entidades beneficentes (realmente sérias, bem entendido).
Remuneração? Pode ser. A parte do preso, em dinheiro, vai para sua família, para ajudar no sustento dela.
Redução da pena, com dias trabalhados valendo por dias de prisão? Nem pensar!!!
Errou, pagou!
O que não dá é para continuar do jeito que está...
E não adianta perguntar de quem é a culpa!...
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