Aconteça o que acontecer, sempre vou ser apaixonada pelo basquete.

Aprendi, ao longo de 30 anos, que ele é mais que um esporte: é uma arte. E tive o privilégio de conhecer pessoalmente alguns gênios dessa arte, como Paula e Branca, Vânia Teixeira, Maria Helena Cardoso e algumas outras jogadoras.

Vibrei quando, na mesma Austrália que hoje sedia os Jogos Olímpicos, vi um time perfeito em quadra, conquistando o título mundial. Chorei quando, em Atlanta, vi aquele mesmo time se desconcentrar e arrefecer, na luta pela medalha de ouro olímpica.

E hoje volto a chorar... De raiva! De indignação!

Quem, como eu, viu - durante esta madrugada - o que eu vi, em Sydney, só pode sentir uma coisa, em relação à seleção brasileira basquete feminino: vergonha.

Perder para a França? Da maneira como perdeu? É, no mínimo, vergonhoso.

O que se viu em quadra, não foi o alegre e veloz basquete brasileiro. Viu-se um time apático, acovardado, preso, que não soube explorar o próprio potencial.

Erros infantis, uma saída de bola temerária, sem inteligência para fugir à marcação e sem capacidade de criar jogadas de ataque.

Cada minuto jogado, era um minuto de desespero. Aliás, um minuto de saudade. Saudade do brilho e da magia de Paula... Da garra e da visão de jogo de Branca... Da precisão gelada de Vânia Teixeira...

Helen? Silvinha? Janeth? Cadê??

Só consegui ver Cintia Tuiu e, às vezes, Claudinha.

Melhor seria voltar logo para casa, se é o caso de seguirem jogando como estão, parecendo nem saber onde estão e completamente sonadas. Cadê o brio? A valentia? A raça?

Cada a criatividade, a coragem de partir para o talento individual e resolver?

Gente!... Cadê a magia???

O que vi em quadra, foi só covardia...