Eu sempre admirei quem consegue trabalhar em TV. Além da velocidade com que se tem de lidar com os fatos, com a informação, tem um detalhe que passa despercebido pela imensa maioria das pessoas: as tais luzes que são necessárias para se conseguir uma boa imagem.

Não as suporto! Tenho horror delas!!!

Mas o que eu quero falar é outra coisa... Fui procurada por uma equipe de TV, para uma matéria sobre Internet, compras online e essas coisas do mundo virtual.

Tudo bem... Fizemos a matéria, penei com as tais luzes, mas pude deixar claro meu pensamento: o mundo virtual é maravilhoso, mas também traiçoeiro.

Quem pensa em começar a navegar, em aventurar-se pela Internet, não deve ter medo. Trata-se de um mundo fantástico, onde a informação pulula por todos os cantos, sobre todos os assuntos, em todos os idiomas.

Mas é preciso cuidado com as armadilhas. Os chats, os sites pornôs, os arquivos recebidos de desconhecidos... Essas são as mais conhecidas. Mas existem muitas outras. Inclusive o risco de trocar o mundo real pelo mundo virtual.

É preciso ter em mente que a Internet não substitui nada daquilo que a gente sempre teve. Não substitui um bom livro, ou um bom filme, ou um incrível papo com os amigos. Ela não pode se tornar o seu mundo preferido, sob pena de se descambar para um escapismo fácil e inútil.

A Internet tem tudo para ser um mundo fantástico, onde a informação é instantânea e onde é possível fazer-se novos amigos. Mas nunca, em hipótese alguma, ela terá como substituir um afago, onde ombro amigo, um sorriso ou uma gostosa gargalhada ao vivo, em cores, ao alcance da mão.

Este mundo fantástico pode ser traiçoeiro, com seus vírus, seus trojans, seus hackers e crackers, com os "paus" dos programas ou com pedófilos rondando chats.

Se, como dizia o poeta, "são demais os perigos dessa vida", os perigos da Internet são maiores.

E como não se sai para o mar sem coletes salva-vidas, não vai para a Internet de peito aberto, sem um bom antivírus e sem tomar certas precauções. Afinal, como disseram no fecho da tal matéria de que falei, "seguro morreu de velho"...