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Por que será que algumas pessoas insistem em acreditar que apenas a sua fé é verdadeira e que aqueles que delas discordam estão condenados à danação?
Por que será que essas mesmas pessoas insistem em acreditar que aqueles que delas discordam, e manifestam essa discordância, têm apenas o intuito de desestabilizar aquilo que elas estabeleceram como regras?
Por que será que essas mesmas pessoas insistem em acreditar que aqueles que delas discordam, ao manifestarem essa discordância, estariam cometendo uma afronta contra elas?
Sei não... Já tem um tempo que venho "ruminando" essas questões e, a cada dia que passa, simplesmente não consigo outra resposta - comum a todas essas perguntas - que não seja orgulho e preconceito.
Ego exacerbado, adulado pelos incautos, dá nisso... Intolerância, tacanhez, autoritarismo...
E o pior é que tudo se sucede, seja qual for a fé professada!
Já vimos o terror que essa prepotência pode implantar, com a dita Santa Inquisição.
E, agora, vemos a história se repetir às avessas: perseguidos tornam-se perseguidores. Como se renegar a fé alheia, como se desrespeitar o direito de cada, fosse o único caminho para fazer valer a própria fé.
Essas pessoas caminham pela vida como se fossem "messias", grandes sacerdotisas, enviados dos deuses, sem levar em consideração que isso pode não passar do reflexo de seus próprios egos. Um espelho distorcido e perigoso, que impõe a discriminação e rompem a sensatez como se esgarça um fino pedaço de pano, uma teia de aranha qualquer.
Usam símbolos, outorgam-se títulos, arvoram-se em "escolhidos", nomeiam-se defensores eternos de uma fé que se apresenta deturpada em seus corações. Tornam o sagrado obsoleto e o tratam como mero complemento de seus egos.
O resultado dessa mistura é explosivo e altamente perigoso. Por ela, repetem-se atos condenáveis, execrados por todos os de bom senso.
Renegar o direito de escolha de cada, é, no mínimo, demonstração clara de insensatez, quando não de burrice aguda.
Mas, pelo visto, isso faz parte dessas pessoas, movidas apenas por orgulho e preconceito. E que os deuses se apiedem de corações tão mesquinhos!
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