Está chegando a hora!!!

Se, nos próximos dias, eu me atrasar para este nosso encontro diário, não se espante e nem se aborreça - por favor!

A culpa é dos Jogos Olímpicos!!

A paixão pelo esporte, nessas horas, fala mais alto. E com um fuso horário de 14 horas de diferença, você já pode imaginar o que vai acontecer, não é mesmo?

Lá vou eu ficar plantada à frente da telinha, acompanhando todas as competições que conseguir. Ou revirar a Net em busca de notícias fresquinhas, contar medalhas, checar os recordes que caírem... Jogos Olímpicos? A olimpomaníaca também entra em cena...

E não adianta os menos apaixonados acharem um absurdo inverter horário de sono, quando se tem todas as notícias nos telejornais, etc, etc, etc...

O que move é a paixão, o ardor, a reverência a esses deus modernos, que derrubam limites, que superam adversidades, que encaram de frente seus próprios monstros. E muita gente parece que ainda não descobriu essa magia.

Reverenciamos deuses ou santos, mas nos esquecemos do deus que habita em cada um de nós. Um deus único, particular, ligado ao que há de mais sagrado no Homem.

É esse deus que aflora nos Jogos Olímpicos, nas grandes competições, nos grandes momentos de cada um.

Um deus único, interligado ao Universo, partícipe, cúmplice da Natureza. Uma força fantástica que conduz à superação, que registra novas metas, que estabelece novos limites, que busca o sonho...

Talvez o Homem nunca se aproxime tanto dos deuses, quanto numa competição como essa. Mesmo com aqueles que tentam encurtar caminhos, com o uso de anabolizantes e outras drogas. Nada tira o brilho de um ritual moderno, onde o sacrifício é o suor, o esforço extremo. Onde o prêmio ver o ser humano superar-se, transformar-se em deus...

Cada um deles, um deus... Todos eles, deuses modernos...