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Não adianta... Se alguém disser que está começando a semana sem qualquer comentário sobre o programa "No limite", vou dizer que deve estar vivendo em outro mundo...
Falem o que quiserem, duvido que o assunto, hoje, seja diferente: ou é futebol, ou é "No limite". Ou os dois. Afinal, quem não queria saber se era verdadeira aquela mensagem que correu a Net, há cerca de um mês, contando que a cabeleireira Elaine havia vencido o desafio?
Até os mais céticos foram tirar a prova e... Torcer!
Nada mais natural. Está na alma do ser humano tomar partido. A gente torce em tudo, na vida. Torce por dias melhores, torce para ganhar na loteria, torce para conseguir aquele emprego, torce para ver o amigo vencer uma disputa, torce para que um parente não apareça em casa... A gente está sempre torcendo!
E claro que iríamos torcer por alguém, entre as quatro mulheres finalistas do prova... E também é claro que me postei diante da telinha e fui torcer. Mas perdi... Minha candidata perdeu.
E antes que você pense que eu torcia por quem que não torcia, vou logo dizendo que minha preferida era a Pipa, a gaúcha. Juliana me era simpática. Elaine, despertava uma cumplicidade. Mas Pipa chamou minha atenção. Não apenas pela raça, mas porque conseguiu ser o contraponto perfeito para Andréa, aquela que elegi para ser detentora da minha antipatia.
Desculpe, se você torceu pela advogada. Mas dizer que era vaidosa por ser feminina, foi o fim da picada. Ela me pareceu uma pessoa egoísta, egocêntrica, do tipo que "pisa no pescoço dos outros para subir" - para usar uma expressão que Pipa e Elaine usaram.
E o abraço final, entre Pipa e Elaine, depois que a cabeleireira venceu a prova, mostrou que, mesmo na mais absoluta exaustão, Pipa ainda teve forças para honrar uma maneira de pensar e de encarar a vida.
E Andréa comprovou tudo o que eu pensava, com uma simples frase, enquanto arrumava suas coisas, no acampamento: "eu só enxergo o óbvio".
Pois é... A gente pode ficar aqui até amanhã, discutindo o mérito de cada um dos competidores.
O melhor, mesmo, é deixar isso para lá. O desafio já acabou. Estão preparando a segunda edição do programa e certamente vamos estar torcendo por outras pessoas daqui bem pouco tempo.
Uma coisa é certa: esse programa serviu para testar não apenas os competidores. Ele deixou bem claro que os limites do ser humano são outros. São morais e emocionais. O físico, a gente acaba tirando de letra, independente de sexo ou idade.
Mas ambição, prepotência, egoísmo, egocentrismo... Esses, sim, são os verdadeiros limites!
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