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Fim de semana chega, e a cabeça da gente parece que não pode parar de ropiar, com a sucessão de problemas...
Lembra daqueles velhos desenhos animados, quando um personagem qualquer começava a levar tapas e mais tapas - e sempre um tapa novo, quando começava a parar de rodopiar em conqüência do tapa anterior?
Pois é...
É assim que me sinto, quando paro para pensar na semana e lembro de notícias assim:
"O Brasil caiu 17 posições no ranking de Liberdade de Imprensa, publicado pela organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) e que neste ano avaliou 166 países. A queda da 54ª para a 71ª posição se deveu principalmente à inclusão de 27 países na classificação, mas o fato de a maioria deles ter entrado na frente do Brasil mostra que, segundo o RSF, o país está longe de ser considerado um lugar seguro para o trabalho jornalístico.
"'A queda é artificial. De fato houve uma leve melhora, mas a situação também não é boa', afirmou um dos responsáveis pelo relatório, Regis Bourgeat. A avaliação negativa que a organização faz do Brasil se baseia principalmente no fato de dois jornalistas terem sido assassinados no período em que foi feito relatório (setembro de 2002 a setembro de 2003) e no fato de crimes como esses não serem devidamente esclarecidos.
"O relatório também denuncia a 'debilidade' do sistema legal, que não pune o envolvimento de policiais desonestos nos próprios crimes ou na obstrução da investigação.
"Bourgeat também cita casos de jornalistas ameaçados e agredidos durante o trabalho, mas ressalta que a maior parte dessas coações é feita contra jornalistas de veículos menores, raramente afeta profissionais da grande imprensa. 'A situação no Brasil é ambígua: a grande imprensa trabalha sem repressão formal. O problema é na imprensa local, que é fundamental para a democracia'.
"O caso do jornalista da TV Globo Tim Lopes, morto em junho de 2002 quando foi flagrado com um microcâmera em uma favela do Rio de Janeiro, seria uma exceção. 'Tim Lopes foi o primeiro caso de assassinato na grande imprensa e por isso causou tanta repercussão', disse Bourgeat. Segundo o representante da RSF, se a imprensa se mobilizasse da mesma forma nos abusos cometidos contra jornalistas de veículos menores, os inquéritos dariam mais resultados. Seja como for, o Brasil continua atrás de países como Trinidad Tobago, Bolívia, Congo e Tanzânia.
"Mas Bourgeat destaca que o Brasil não é a única democracia com uma grande economia que é deixada para trás por países menores e mais pobres. 'Nem sempre riqueza tem a ver com liberdade de imprensa. Os Estados Unidos, por exemplo, estão atrás de Benin', disse Bourgeat. De fato, os Estados Unidos caíram da 17ª para a 32ª posição, no que diz respeito ao acesso à informação e à liberdade de expressão dentro do país.
"A organização justifica a queda com o aumento do número de jornalistas detidos ou presos - em muitos casos, por se recusarem a revelar a identidade de suas fontes de informação em tribunais. 'Desde 11 de setembro, muitos jornalistas foram detidos por cruzar linhas de segurança em prédios oficiais'. A classificação do país cai para 135º quando se avalia a liberdade que as autoridades norte-americanas concedem a jornalistas fora do país. O relatório responsabiliza o Exército norte-americano por ter deixado repórteres sob sua tutela morrerem na guerra contra o Iraque.
"Israel - único outro país a contar com duas classificações no ranking - está em 44º lugar na primeira classificação, mas cai para 146º quando são avaliadas as condições dadas a jornalistas trabalhando nos territórios ocupados.
"Outros países ricos criticados no relatório são França (26º lugar) - pela 'legislação arcaica' e detenções de jornalistas cada vez mais freqüentes - e Rússia (148º), pela 'censura' de qualquer informação relacionada à guerra com os separatistas da Chechênia.
"Os países árabes, de uma forma geral, também são criticados por iniciar uma campanha de repressão à imprensa desde a guerra contra o Iraque.
"Mas a região que mais controla a imprensa, segundo o RSF, é a Ásia. Países da região ocupam a maioria das 20 últimas posições da lista, com destaque para a China em 161º e a Coréia do Norte, a última da lista, em 166º. Em penúltimo, está Cuba, apresentada no relatório como 'A Maior Prisão de Jornalistas do Mundo'. Segundo o RSF, em um período de três meses deste ano, 26 profissionais foram detidos e todos eles receberam penas de 14 a 27 anos de prisão.
"O relatório do RSF é feito com base nos resultados de questionários respondidos por jornalistas, pesquisadores e juristas." (BBC Brasil/Redação Terra)
E se a profissão preocupa, a nacionalidade também...
"Londres - O Financial Times publicou hoje uma reportagem sobre o lançamento ontem do programa Bolsa-Família pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o diário financeiro britânico, a determinação do governo em combinar a ortodoxia econômica com políticas sociais progressistas despertou esperanças em toda a América Latina por um novo modelo econômico, mais igualitário. Mas, até o momento, até mesmo o principal programa social do governo, o Fome Zero, frustrou as expectativas e foi 'pobremente organizado'.
"Agora, observou o jornal, o presidente Lula 'está determinado a mostrar que os obstáculos iniciais foram superados'.
"O FT afirmou que o Brasil, que tem uma das distribuições de renda mais desequilibradas do mundo, gasta mais em programas sociais do que a maioria dos países em desenvolvimento. 'Ainda assim muito desse dinheiro não chega às populações mais pobres do País'." (Agência Estado)
Pobremente organizado?
Imprensa impedida de denunciar abusos?
Ufa!...
Do jeito que vai, onde vamos parar?
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