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Definitivamente, este não é o país com que eu sonho...
Esta não é a campanha eleitoral dos meus sonhos...
Eu não esperava que, um dia, pudesse dizer que tenho medo do futuro, que tenho medo da intolerância resgatada dos porões da ditadura.
Verdade!
Você pode até achar exagero, pode dizer que estou "contaminada", mas é o que sinto. Sinto medo.
Medo da intolerância, da impaciência, da intrasigência, da inexperiência, do despreparo, da arrogância, da violência.
E tudo isso, eu vejo nos candidatos que disputam a presidência.
Sinto medo do fato de os dois estarem tão exasperados, tão desesperados pelo poder, a ponto de agirem como agem, de deixarem suas militâncias agirem como estão agindo.
Bom exemplo é o que os "Lulistas" estão fazendo com a Regina Duarte, porque ela postou-se ao lado de Serra.
Se não fosse trágico indício da intolerância que vem por aí, seria cômico...
Veja só:
"Para a velha namoradinha, com amor...
"(Recebido por e-mail, sem fonte)
"Regina, Regina. Duarte
"da Arte... Do que tens medo?
"Da violência em toda parte?
"Já a temos, sem segredo.
"Sim, temes roubos, corruptos,
"estouros e bandalheira?
"Já os temos, ininterruptos
"por oito anos. Besteira...
"Besteira tua, atriz,
"não temas qualquer bandalha,
"delas já tivemos bis,
"oito anos na cangalha.
"Amada, que temes tanto,
"alta do dólar, desemprego?
"Não vês jornais no teu canto?
"Nem TV em teu aconchego?
"Regina, antiga amada
"de velhas tolas novelas,
"Que fizeste depois? Nada?!
"Inda vives dentro delas?
"Teu medo não tem sentido,
"nada viste, oh Regina,
"do Brasil sendo vendido
"por banana e com propina?
"Linda, estiveste em coma
"por oito anos seguidos?
"Não viste quem é que toma
"dos pobres para os erguidos?
"Namorada do Brasil,
"tão nossa namoradinha,
"não ouviste nem um pio
"da miséria que caminha?
"Que esperas de mim, amada,
"confessando-me teu medo?
"Que eu perdoe essa cambada
"que vendeu o anel e o dedo?
"Esquece o medo, perua,
"esse temor tão senil,
"lê mais jornais, vai à rua,
"vem amor, vem pro Brasil.
"Finda assim, nosso namoro,
"tu infeliz, eu contente,
"e o Brasil gritando em coro:
"Lula! Lula Presidente!"
Será esse o nosso destino?
Voltar aos tempos da ignorância, da intolerância, da inexperiência, de (ainda mais) violência?
Será nosso destino cair em mãos sequiosas de revanche ou de poderes universais?
Qual será o nosso destino?
Que cigana ou bola de cristal poderá prevê-lo?
E quem pensa no vice e nas implicações das coligações?
E quem pensa nos laços que unem partidos e políticos a tanta outra gente?
Como será o amanhã?
Que amanhã nos espera?
Tenho medo... Sim, eu tenho medo!
E meu medo não tem nome de candidato.
Meu medo atende pelo nome de intrasigência...
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