Esta, é para nem comentar...

"Maceió - Depois de perder a disputa pelo governo do Estado para o governador Ronaldo Lessa (PSB), o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PRTB) enfrenta agora a fúria dos credores, que querem receber pelos serviços prestados ao seu comitê durante a campanha eleitoral.

"No final da tarde desta sexta-feira, cerca de 150 pessoas, entre pequenos empresários e jovens que seguravam bandeiras, provocaram um tumulto na frente do comitê de Collor, na Av. Silvio Viana, na Praia de Pajuçara, em Maceió.

"Aos gritos de 'queremos nosso dinheiro', os manifestantes cobravam o pagamento de material fornecido ao comitê e serviços prestados na produção dos comícios.

"Os mais exaltados eram os baianos Luiz Santana e seu sócio, Carlos Zafira, que trabalharam na campanha de Collor como coordenadores de eventos. Eles disseram que, há mais de 15 dias, o comitê do PRTB vem 'empurrando com a barriga' uma dívida de R$ 81 mil. 'Até agora só pagaram R$ 10 mil, e não sabemos como vamos receber o restante', afirmou Zafira.

"Dois chefes de bandas, que se apresentam em cima do trio-elétrico, não quiseram se identificar, mas dissseram que tinham levado um calote de R$ 60 mil. No meio da confusão, o empresário Marcos Correa, dono da empresa pernambucana Relevo, tentava receber R$ 60 mil pela venda de material de campanha para o comitê de Collor.

"O dono de uma produtora de vídeo, a '082-Cine Vídeo', Jânio de Freitas, disse que há mais de uma semana vem tentando receber R$ 13 mil e até agora só recebeu promessas.

"Donos de gráficas e pequenas empresas que forneceram adesivos também tentavam cobrar, mas não foram recebidos, porque os coordenadores de campanha fecharam o escritório na última segunda-feira. Miguel Pierre, dono da Gráfica Marques, tentava receber uma dívida de R$ 170 mil. Segundo ele, o marqueteiro de Collor, Zé Heliton, desligou o telefone e não atendia mais ninguém.

"O assessor de imprensa do ex-presidente, o jornalista Célio Gomes, não soube explicar porque tanta gente ficou sem receber. Ele disse que o ex-presidente não tinha o que falar porque a responsabilidade pelo pagamento daquelas pessoas estava a cargo dos coordenadores de campanha, entre eles o irmão de PC Farias, o empresário Luiz Romero Farias." (Agência Estado)

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