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Dias atrás, conversamos sobre as mulheres brasileiras que fazem história. Como Sandra e Adriana, do vôlei de areia, as primeiras brasileiras a conquistarem duas medalhas olímpicas. Depois vieram outras, como Leila, Virna, Fofão, Janeth, Marta...
E uma amiga me escreveu, dizendo que precisávamos deste mesmo espírito na política...
Pois é, Paulina... Precisamos. E como!!
Precisamos de garra, de persistência... De teimosia, mesmo!
É preciso essa mistura rara de teimosia e coragem, para conseguirmos mudar alguma coisa do que está posto, para alterar os rumos da história e construirmos um tempo novo.
Não basta fé, não basta coragem, não basta teimosia, cada uma isolada da outra. É preciso misturá-las, fundi-las com o sangue, com o suor diário, com a agonia do dia-a-dia incerto, com a angústia do desemprego, com a revolta dos baixos salários, com a indignação de ainda sermos consideradas cidadãs de segunda categoria.
Se a mulher é maioria da população, se é maioria do eleitorado, se é maioria da mão-de-obra disponível, por que o conformismo????
Sei, não, amiga... A única resposta que me vem à cabeça é a questão dos costumes sociais, do patriarcado, essas coisas todas com sotaque sociológico, mas nada convincentes.
Só me pergunto, Paulina, até quando vamos permitir que elas resistam ao tempo e às nossas investidas...
Até quando vamos nos submeter a tantos modismos e tantas desigualdades, tantas contrariedades, tanto desrespeito???
Olhe, amiga... Ainda busco a resposta. Se você a tiver, escreva!! Telefone!! Passe um telegrama!! Mande até um pombo correio ou uma mensagem via tambor ou sinal de fumaça. O que me importa é saber que estes tempos negros terminaram...
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