|
Engraçado como a memória da gente prega peças as mais inesperadas...
Tento entender qual o mecanismo acionado, quando algo vem cutucar as piores lembranças. Algo como esta notícia aqui...
"Rio de Janeiro - Um mês depois da operação que prendeu o publicitário Duda Mendonça em uma rinha de galos, os dois policiais federais diretamente responsáveis pelo flagrante foram transferidos da Delegacia do Meio Ambiente. A ordem foi assinada na quarta-feira pelo delegado regional executivo, Roberto Prel, segundo homem na hierarquia da superintendência da Polícia Federal no Rio. O policial Luís Amado vai trabalhar em Campos dos Goytacazes e seu colega Marcelo Guimarães, em Macaé, municípios do norte fluminense. Eles são os agentes mais experientes da equipe.
"O fato veio à tona na quinta-feira por meio do comunicado 'Que coincidência, hein?', divulgado pelo Sindicato da PF-RJ. Onze policiais participaram da operação, realizada em 21 de outubro: dois delegados, um escrivão e oito agentes. Amado e Guimarães, porém, assinaram o auto de flagrante contra Duda Mendonça, o que os torna importantes testemunhas do processo a que o publicitário responde por crime ambiental, formação de quadrilha e apologia ao crime.
"O diretor de comunicação do Sindicato da PF-RJ, Fábio Domingos, disse que a entidade vai enviar ofícios ao superintendente da PF no Rio, José Milton Rodrigues, e ao diretor-geral da corporação, Paulo Lacerda, pedindo explicações sobre as transferências. O sindicato estuda também medidas judiciais que podem ser adotadas. 'Vamos provar que isso é uma represália. Eles vão ser castigados porque trabalharam bem', afirmou Domingos ao Estado.
"A assessoria da PF classificou a medida como 'impessoal'. Em 2004, 86 agentes da superintendência receberam esse tipo de missão. Também este ano, 30% do efetivo trocou de delegacia. No entanto, uma fonte da PF, que falou sob condição de anonimato, disse ter 'convicção' de que a medida é 'um recado'. Em primeiro lugar, porque Amado e Guimarães estão há apenas três meses na Delegacia de Meio Ambiente e o tempo médio de permanência em uma unidade é de um a dois anos. Além disso, Rayol não foi consultado sobre a mudança." (Rodrigo Morais/Agência Estado)
'Tá vendo?
Isso lembra ou não lembra alguma coisa já bem conhecida?
Melhor dizendo: este tipo de represália não lembra os "métodos" da ditadura militar?
Pois é...
E dizem que vivemos em Democracia plena...
Bah!
|
|