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Tem gente que me pergunta porque insisto em falar sobre Aids e porque chamo a doença de monstro.
Você já parou para pensar em quantas pessoas já morreram por negligência, por ignorância ou até por prepotência?
É!...
Quantas pessoas você conhece que pensam que a Aids existe para os outros apenas e não para ela?
Quantas pessoas você conhece que pensam que jamais pegarão a doença, porque não se consideram integrantes de qualquer grupo de risco?
Quantas pessoas você conhece que pensam que já sabem tudo sobre o HIV e, por isso, julgam que estão imunes e não buscam as informações mais recentes sobre a doença?
Quantas pessoas você conhece que confiam cegamente em seus parceiros, não se dando o direito de pensar que podem estar correndo qualquer tipo de risco?
Pois é...
A lista de perguntas poderia crescer indefinidamente...
Mas prefiro que você pare e reflita sobre esta notícia:
"Bruxelas - Cerca de metade dos 37,2 milhões de pessoas entre 15 e 49 anos contaminados pelo HIV são mulheres. Os dados, publicados nesta terça-feira, constam do relatório 'Um balanço sobre a epidemia mundial de Aids 2004' feito pela agência das Nações Unidas contra a Aids (ONU/Aids) e pela Organização Mundial de Saúde.
"Segundo o documento, o número de mulheres que vive com HIV aumentou em todo o mundo nos últimos dois anos. As alterações mais fortes ocorreram no leste asiático (China, Indonésia e Vietnã), centro asiático e Europa oriental (Ucrânia e Federação Russa).
"Na África subsaariana, região do mundo mais afetada pela Aids, cerca de dois terços dos adultos que vivem com a doença são do sexo feminino, ou seja 13,3 milhões.
"O relatório revela ainda que o número de infectados atingiu o seu máximo. Saltando de 36,6 milhões em 2002 para 39,4 milhões (37,2 de adultos e 2,2 milhões de crianças).
"Cresce epidemia no Brasil - Na América Latina, um terço dos 1,7 milhões de infectados estão no Brasil. Segundo o relatório, atualmente, a transmissão heterossexual é a principal causa de propagação do vírus no País e as mulheres são cada vez mais atingidas.
"Em certas regiões do Brasil, os consumidores de droga injetáveis representam pelo menos metade dos casos da doença, afirma o relatório." (Lusa/Agência Estado)
Prestou atenção?
Então... Agora... Pense!
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