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Existem coisas, na vida da gente, que tornam tudo diferente.
Os amigos, por exemplo.
Você já reparou como sempre tem aquela pessoal que passa tempos e tempos longe, sem que tenhamos a menor idéia de onde se encontram, por o que passam, como estão, e, de repente, ressurgem, com a mesma força, o mesmo afeto e a mesma disponibilidade?
Pois é... Parecem adivinhar quando a gente precisa de um abraço, de um carinho, de um bom papo... Surgem como que do nada, com boas histórias para contar e muita disposição para ouvir. É como se tivessem bola de cristal e adivinhassem o momento certo de ressurgir e trazer com elas tranqüilidade - a tranqüilidade de que necessitamos.
Isso é bom... Renova o sentido da vida e, mais que isso, nos faz crer em amizade.
Amigos são assim mesmo: quando a gente menos espera, eles dão o toque de graça, de carinho, de bom humor, de companheirismo.
Amigos são especiais. Talvez por isso seja tão difícil encontrá-los, cativá-los e cultivá-los. Talvez por isso sejam considerados jóias raras, especialmente nos dias de hoje.
Mas não estou falando daqueles conhecidos, que a gente encontra quase todos os dias, que sentam-se à mesa de um bar e jogam conversa fora, sem maiores compromissos. Estou falando daquelas pessoas que sempre parece ter o dom de nos levar a fazer confidências, mantendo o segredo com elegância e cumplicidade, oferecendo o ombro e a mão, quando a gente mais precisa.
Pois é... Amigo, mesmo, nem precisa carregar a foto do outro no peito ou dizer que fez o gol em sua homenagem.
Amigo, mesmo, não precisa fazer alarde.
Amigo, mesmo, sempre está por perto, por maior que seja a distância.
Amigo, mesmo, sabe daquilo de que a gente precisa. E consegue nos dar tudo isso num sorriso, num toque de mão...
Pois é... Bem diz a música: "amigo é coisa pra se guardar / do lado esquerdo do peito"...
Você já pensou no que seria a vida, sem um grande amigo???
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