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Você viu???? Deu nas TVs e agências de notícias: acharam, oficialmente, o italiano Cacciola. A Agência Estado deu a notícia assim:
"O banqueiro Salvatore Cacciola, acusado de fraude no sistema financeiro, está em Roma, pretende se casar e não tem intenção de retornar ao Brasil, de onde fugiu em junho deste ano. Do apartamento luxuoso onde mora atualmente, ele só pretende se mudar para uma casa, também em um bairro elegante da capital italiana, onde vive com a mulher Adriana.
"Em Roma, Cacciola não faz questão de se esconder da polícia. No início deste mês foi localizado pela Interpol no aeroporto Fiumicino, ao embarcar a mulher para o Brasil. Ele já esperava a abordagem, tanto é que estava com os dois passaportes - italiano e brasileiro - e a certidão de nascimento para comprovar que, além de ter nacionalidade brasileira, adqüirida há alguns anos, seu país natal é a Itália. Por este motivo ele não pôde ser preso e dificilmente será extraditado para o Brasil, onde responde processo por se beneficiar da operação de socorro financeiro do Banco Central aos bancos Marka e FonteCindam, em 1999.
"Cacciola foi preso no dia 7 de junho em um spa em Gramado (RS) onde descansava. No mesmo mês, foi libertado mediante habeas-corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, a única esperança do governo brasileiro é que Cacciola deixe a Itália, onde não pode ser preso, mas poderá ser julgado, já que na legislação daquele país existe punição para crimes contra o sistema financeiro.
"Durante sua estada em Roma, Cacciola será permanentemente monitorado pela Interpol, que exigiu um atestado de residência. Aos policiais italianos da Interpol - que foi avisada pela Polícia Federal brasileira sobre o embarque da mulher - o banqueiro contou que pretende se casar até o final do ano com Adriana, uma modelo com quem vive atualmente.
"Segundo o chefe da representação da Interpol no País, Washington Nascimento Mélo, o governo já está apressando o processo de extradição de Cacciola para o Brasil. Para que isso aconteça, as negociações terão que se dar por via diplomática, já que uma das cláusulas do acordo de extradição feito entre Brasil e Itália prevê que, em caso de dupla nacionalidade, a decisão é facultativa. Pelo lado brasileiro, o negociador é o embaixador Paulo de Tarso Flecha de Lima, considerado hábil neste tipo de trabalho e que tem até reconhecimento internacional."
Pois é... Muito barulho por nada. Ou quase nada! Pelo menos, já sabemos que Cacciola gasta nossos dólares na Itália... Agora, só falta encontrar o juiz Laulau!...
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