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Enquanto várias religiões reverenciam os mortos, eles fazem do dia 2 um dia de mortos...
Não dá para entender a insanidade que toma conta de árabes e judeus...Por mais que digam que um já foi escravo do outro, que o ex-escravo tornou-se potência militar, etc e tal, é cada vez mais difícil acreditar que, às portas do novo milênio, esse ódio insano continue existindo e, mais que isso, sendo cultivado meticulosamente.
Não dá para acreditar que quem ganhou o Nobel da Paz, hoje incentive o homicídio, o genocídio, defenda idéias sangrentas, disfarçadas na luta por um pedaço de terra...
Não dá para acreditar que quem sempre se disse o povo mais perseguido do planeta, em toda a história, hoje se apresente como vítima e algoz de um ódio que parece perpetuar-se por vontade própria...
Dizer que é vítima ou vilão nesse conflito, é tentar adivinhar o fim disso tudo... Afinal, se conseguíssemos definir quem é a vítima, conseguiríamos dizer quem tinha razão, quem tinha direito sobre este ou aquele pedaço de chão.
Dizem que são locais sagrados, que são cidades sagradas...
Mas, ao que parece, sagrado é o ódio que árabes e judeus cultivam. Um ódio milenar, que move interesses tantos que já nem é mais a questão central do conflito. Esse ódio, transmutado em interesses políticos e territoriais, além de econômicos e militares - óbvio - está matando. Continua matando. E vai continuar matando enquanto quem o alimenta satisfizer seu ego com o sangue alheio...
Para eles - árabes e judeus - essa imbecilidade galopante há de transformar qualquer dia, santo ou não, em dia de mortos...
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