|
Xiiii! Agora é que Darwin vai remexer-se na cova, mesmo!!
A revista científica Nature está publicando o resultado de um estudo feito por William Goodwin, da Universidade de Glasgow (Reino Unido), que analisou o DNA extraído dos ossos de um fóssil de bebê neandertal de mais de 30.000 anos, encontrado numa caverna do Cáucaso.
Até aí, nada demais, concorda? Afinal, a curiosidade humana é infinita, especialmente quando se trata de saber de onde vivemos. Ou de quem...
O problema é que os estudos esperavam comprovar o parentesco do homem moderno com o homem de Neandertal. Traduzindo: se o Homo Sapiens descendesse do Homem de Neandertal, haveria similaridade genética, que poderia ser comprovada pelo exame de DNA. Haveria!!!!
Só que não há! E o que é pior: os exames mostraram que não há tal similaridade nem com o neadertal de Feldhofer (cujos fósseis foram encontrados em 1856, na Alemanha)!!!
O DNA do homem de Feldhofer foram analisados por Svante Pääbo. E a conclusão, comparando-se o DNA do homem moderno, do bebê neandertal do Cáucaso e do homem neandertal de Feldhofer, é de que há parentesco entre os neandertais, mas não há parentesco entre eles e nós...
A teoria dizia que, pela idéia da continuidade multirregional, o ser humano evoluiu em várias regiões do mundo simultaneamente e as pessoas atuais teriam algo de seus antepassados regionais. Os neandertais viveram na Europa e Ásia Ocidental por período de 230.000 até cerca de 30.000 anos atrás. A idéia era de que os homens modernos seriam, então, descendentes deles ou, ao menos, teriam uma considerável mescla genética com os neandertais - respeitadas as diferenças genéticas regionais, é óbvio!...
Uma teoria alternativa diz que o homem moderno emigrou desde a África para outras partes do mundo, há mais ou menos 100.000 anos, e substituiu (termo bonito para usar em lugar de extinguiu, você não acha?) completamente outras espécies humanóides, como os próprios neandertais, que sumiram sem deixar descendentes.
Só que os estudos - tanto do bebê do Cáucaso, quanto do homem de Feldhofer - mostraram que não há qualquer parentesco genético entre os três...
Resultado: os cientistas acabam de descobrir que a gente não tem bisavós entre os neandertais, como se pensou até agora... Vai daí, a árvore genealógica da família continua nanica. A gente não sabe quem são nossos antepassados remotos.
Continuamos órfãos...
|
|