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Ai, ai!... Não adianta, gente... Quanto mais eu vejo uma corrida de Fórmula 1, mais saudades eu sinto dos bons e velhos (?) tempos... Já faz meia década que Senna se foi e nada de a gente conseguir resgatar nosso orgulho ferido, nas pistas.
Coitado do Rubinho Barrichello! O peso da cobrança caiu em suas costas e parece que a coisa se transformou em praga. Nada dá certo para ele! Quando se pensa que "agora vai", a vaca vai para o brejo...
Ontem, vendo a prova de Interlagos, até que tive a sensação de que poderia haver um resgate da dignidade tupiniquim nas pistas do planeta. O garoto é bom, mas não é genial como Senna. E aí talvez resida a resposta às nossas súplicas aos deuses da velocidade.
Se dez anos atrás, Senna tivesse optado pela Ferrari, ao invés de ir para a Williams, a história da Fórmula 1 teria sido diferente. Alguns entendidos dizem que nenhum piloto brasileiro foi tão competente, tecnicamente falando, quanto Nelson Piquet. Outros, asseguram que Émerson Fittipaldi foi o mais eloqüente verde-e-amarelo nas pistas - e em praticamente todas as categorias da velocidade.
Posso até concordar com tudo isso. Afinal, sou leiga no assunto. Só entendo, mesmo, de ver o capacete (e, ainda assim, apanho para aprender a reconhecer o elmo do meu guerreiro favorito nessa arena movida a gasolina e a 300 km por hora) e ver a bandeira quadriculada agitada, na hora em que seu carro estiver passando pela linha de chegada.
Mas acho que ninguém pode negar que Senna foi o mais carismático e o mais audacioso. Conseguia arrancar ultrapassagens em locais que ninguém imaginava. Talvez porque fosse reconhecidamente meio maluco - mas sem as inconseqüências, por exemplo, de um Eddie Irvine, as barbaridades ditos pilotos japoneses (sem preconceito, hein??? Mas a gente tem de admitir que os nipônicos são bons de motores, mas péssimos de volante...), ou as francesadas que Prost & Cia. aprontavam por aí.
Fico aqui, pensando no que teria acontecido se Senna tivesse ido para a Ferrari. Primeiro, Schumacker, então na Benneton, certamente não seria bicampeão. Afinal, a fábrica italiana já mostrou que consegue manter sua mística e ser competitiva em qualquer ocasião.
Segundo, a associação Senna-Ferrari teria um apelo emocional tão grande, que certamente os "inimigos" iriam tremer dentro de seus macacões. Prost que o diga!!! Bastava chover... Assim como Hakkinen... Se as gotas ameaçarem cair, melhor deixar o finlandês descansando...
A ultrapassagem que ele tomou de Rubinho mostra que ele já não é o mesmo. Pode até se recuperar durante o campeonato, mas nem a sorte parece estar do lado dele...
Enfim... O restou do GP Brasil foi mesmo muita saudade. Uma vontade absurda de ver Senna novamente nas pistas. Suas maluquices perfeitas, seus rompantes de raiva (como o soco de acertou no irlandês Irvine, depois de ser fechado durante a corrida), seus bate-boca com Piquet, a rivalidade com Prost e Mansell - o velho e bom leão inglês!
É!... Como diz uma amiga minha, Rubinho não precisa de um carro. Precisa é de uma benzação... Quando tudo aponta para uma boa corrida, para uma possível vitória, pronto! Lá se vai o carro... Ou, então, é uma fechada, que o tira da pista. Ou uma rodada inexplicável...
Ai, que saudade me dá!...
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