Se você correu riscos, durante o carnaval, e acabou transando sem camisinha, pode ter alguma esperança - caso você desconfie de que pode ter tido contato com o HIV.

Veja notícia que a Agência Estado divulgou, dia desses:

"Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Nova York e do Hospital da Universidade Nijemgen, na Holanda, identificaram uma proteína que protege o vírus da Aids e lhe dá acesso ao interior do corpo, onde ele pode infectar e destruir o sistema imunológico. O estudo dos cientistas fornece novos detalhes de como o HIV invade o organismo e sugere linhas de estudo que podem levar à interrupção da doença e, num passo seguinte, à elaboração de uma vacina.

"Denominada DC-Sign, a proteína é comum em células encontradas na vagina, na nuca e no reto. Ela envolve o vírus, que é então levado aos nódulos linfáticos, onde encontra as células T - parte importante do sistema imunológico humano."

Pode ser nada... Pode ser ínfimo... Mas é uma batalha vencida!

Sempre uma esperança se renova, quando se lê uma notícia assim...

Quem já viu de perto o que faz esse monstro chamado HIV, sabe do que estou falando... Sabe da angústia sem fim, da ansiedade sempre maior, de que se consiga verdadeiramente encontrar um caminho que conduza à cura dessa peste.

O quê? Você nunca ouviu alguém se referir à Aids como peste? Pois ela é isso mesmo: a grande peste do século XX e talvez a maior do século XXI, que ainda nem chegou.

Assim como, séculos atrás, a varíola era a grande agente da morte, hoje temos a Aids. Varíola, sarampo e tantas outras doenças continuam matando. A sífilis continua matando (e como!). A tuberculose continua matando...

Mas o pior é que a Aids se vale de todas essas outras pestes para vitimar os incautos. Quem pensa que morrer de sífilis é diferente de morrer de Aids, está enganado. A Aids usa a sífilis, assim como usa a tuberculose, a pneumonia. Mata, sem ser por suas próprias mãos. Ou melhor: com suas próprias mãos e outras armas.

A Aids é a maior aliada do nosso maior inimigo - nós mesmos...

Quem sabe, a partir de agora, com mais essa descoberta, a gente consiga dar um basta à nossa própria inconseqüência, à nossa falta de cuidado, ao nosso desrespeito pela vida...

Só espero que o efeito da descoberta de um possível caminho que leve à cura ou à vacina, não tenha o efeito exatamente oposto àquilo que a gente almeja... Sabe o que estou dizendo? Que espero que, quando se encontrar uma vacina ou a cura, a gente não passe a encarar a Aids como tantas outras doenças - males comuns, que podem ser curados. E isso nos leve à irresponsabilidade total...

Afinal, o Homem é o maior inimigo do Homem. E a Aids, o seu maior predador...