Ueba!!! Chegou o carnaval!!!

Assim como quase todos os outros brasileiros, eu são apaixonada pela Folia de Momo, o mais dionísiaco dos reis...

Mas não se anime muito, não, porque, na realidade, sou foliã de poltrona. Adoro ver o desfile das escolas pela TV (já que não dá para ver "in loco"...). Fico embasbacada, olhando as maravilhas que esses artesãos conseguem arrancar do isopor e de muitos e muitos pedaços de panos, papel, papelão, tintas e tudo o mais.

Fico imaginando como conseguem, ao longo dos meses, criar formas imensas e de peso reduzidíssimo. Fico pensando em como chegaram até o que os desfiles são hoje, com a estrutura gigantesca que os cerca e o show em que se transformaram...

Quando a gente dá uma de saudosista e fica lembrando de como tudo era no início, com os corsos, os carros de passeio de capota arriada e gente sentada no encosto dos bancos, simplesmente para espalhar confeti e serpentina pelas ruas, cantando e rebolando, atrás de uma bandinha qualquer, que saía "martelando" uma marchinha gostosa...

Lembra do que conta a história???

Lamartine Babo, Emilinha Borba, Marlene... A mulata que é a tal, a loirinha dos olhos claros de cristal, a máscara negra, a bandeira branca, o pierrô apaixonado...

E, de repente, Tico e Teco - que adoram conturbar minhas divagações - vêm atrapalhar minhas recordações (calma! Não sou tão velha assim! São lembranças de tudo o que já vi, em termos de documentários e filmes de época!)...

Enquanto Teco vem lembrar de lança-perfume (usado como forma de "amenizar" o perfume do suor dos foliões e nada além disso, viu?), da cuba-libre, Tico fecha a cara e lasca: Aids!

Pronto! Lá se foi meu sossego para a quarta-feira de cinzas e não há marcha de Vinícius que me faça sorrir novamente. Esse fantasma moderno que se instalou na festa de Momo me assusta e me dá agonia... Talvez por já ter visto, bem de perto, o que ele é capaz de fazer com um folião desavisado, com uma foliã descuidada...

Já vi o que o monstro é capaz de fazer, como ele transforma a folia em sofrimento...

E ainda que o nosso papo esteja macabro demais, para um sábado de carnaval, não custa lembrar dessa ameaça. Por mais desagradável que isso seja.

Se é você faz parte do bloco da folia, da alegria, tome lá suas precauções.

Cuide-se, por favor!

Não vá para a rua ou para o baile sem um verdadeiro estoque de camisinhas. Nunca se sabe quando uma pode rasgar, não é??? Todo cuidado é pouco e só assim a gente pode ter a certeza de que a folia está garantida. Este ano e nos outros também...

E não adianta querer desviar do assunto, porque sem falar, não se consegue driblar o monstro. E não custa quase nada... Quanto você paga por uma caixa de camisinhas???? E, ainda que seja uma caixa por cada noite de folia, posso lhe garantir - com toda a certeza do mundo - que será muito menos do que você teria de gastar, caso caísse nas garras do monstro.

Não queira vestir a fantasia do sofrimento, da dor e da agonia interminável!!!

Vista camisinha! Essa é a fantasia mais segura da folia!