Estava vendo o jogo de Guga, em Roland Garros.

Para quem já foi o nº 1 e chegou a ouvir que estava em plena decadência, porque não conseguia recuperar-se da cirurgia no quadril, o Manezinho deu uma resposta e tanto!

Fiquei feliz em ver como Kuerten foi capaz de dar a volta por cima.

Era nítido o seu empenho para permanecer em quadra inteiro. Depois do sufoco do primeiro jogo, quando quase abandonou por causa das dores, a sua vontade de vencer estava escrita na cara.

Encarar o atual nº 1, aquele que ocupa o posto que foi dele, parece ter feito bem a Guga. E como ele não é mais o nº 1, o peso do status ficou todinho para Federer. E o tênis moleque de Guga pode aparecer com tranqüilidade.

Melhor para quem, como eu, não entende tanto assim de tênis (na verdade, acho que sei apenas que a bolinha tem de cair na quadra do adversário...).

Deu para aprender mais um pouco.

Inclusive que a superação não é algo inatingível!

Guga, como todo ídolo que se prese, tem suas crises e tem seus momentos "zen", quando tudo parece dar certo e a felicidade fica estampada no olhar.

Ver Guga vencer de novo foi um lenitivo à tudo isso que a gente vê por aí, estampado nas páginas dos jornais, anunciados na tela da TV ou retratado nas páginas das revistas.

Enquanto nosso mundo vem abaixo, em meio a tanta trapalhada, é bom saber que o esporte ainda é capaz de carregar a esperança no colo.