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Terça-feira - mas parece que a segunda ainda não acabou!
Que tempos! Que dias...
Fico aqui, confabulando com os meus dois neurônios neuróticos, tentando entender o que acontece com a Humanidade, enquanto, aos pouquinhos, vou lendo "O Nome da Rosa", de Umberto Eco.
Tudo bem! Não se assuste!
Sei que o livro já tem quase 20 anos de lançado, mas sempre é tempo de ler (ou reler) uma obra-prima, não acha?
Ainda mais quando ela servirá para um trabalho... Então!...
Voltando à realidade dos dias de hoje, fico pensando se este nosso mundinho de todos os deuses não é, em última instância, uma abadia católica medieval, assombrada pelo fanatismo e pela intolerância...
Fanatismo que leva os muçulmanos a morrerem estraçalhados por bombas, enquanto sonham com o paraíso de Alá e suas benesses e prazeres.
Intolerância que leva o exército mais poderoso do mundo a exercer seu lado mais obscuro e bestial, ressuscitando a tortura e a humilhação...
Arrogância que leva um cowboy ensandecido a expor o mundo todo às justas retaliações daqueles torturados, só porque ele sonha controlar a produção de petróleo do mundo e, de quebra, vingar papai - que não tinha conseguido destronar Saddam Hussein.
Enquanto isso, sob as saias da rainha, Blair adota os mesmos métodos, enquanto sonha tornar-se uma Thatcher de saias e vencer uma guerra, para garantir novos mandatos...
Eitcha!
Isso está cada vez mais confuso e violento. Esses dois conseguiram transformar o mundo em uma bomba relógio sem ponteiros, pronta para explodir e banhar o planeta em sangue...
Enquanto isso, o Planalto arma-se inteiro para processar o The New York Times, por causa do artigo que identificou o gosto de saintily Lulinha da Paz e do Amor pelos destilados fortes...
Afe!
Que semana!
Eitcha, mundo doido!
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