Algumas pessoas parecem nascer apenas para engradecer as outras.

Você já reparou nisso?

Transmitem uma alegria tranqüila, aquela coisa gostosa de que a gente pode chegar e ganhar um bom colo, sempre que precisar.

E quando essas pessoas envelhecem, parecem agregar magia ainda maior a si mesmas. E a sensação que transmitem chega a ter um quê de sagrado.

É como se pudéssemos tocar o deus da tranqüilidade, se pudéssemos beber a calmaria necessária nos dias de hoje.

Certas pessoas são tão especiais que basta olhá-las, para que tenhamos paz.

Mário Lago era uma dessas pessoas.

Agora, que ele se foi, a gente fica pensando na Amélia...

E dá vontade de cantar, baixinho...

"Ai, meu Deus, que saudade da Amélia..."

Ai, meu Deus, que saudade do Mário!...