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Sonhar ainda não paga imposto, não é? Pois é... Então, até as companhias telefônicas que assumiram o serviço no Brasil podem, não é mesmo?? E vou dizer-lhe uma coisa: se o sonho das companhias se concretizar, eu vou ficar feliz da vida!!!
Explico: um dos patamares a que as empresas que assumiram os serviços de telefonia no Brasil querem chegar é o "Alô grátis" - o uso totalmente gratuito do telefone. Enquanto amargam críticas e mais críticas, pelo atraso no cumprimento das metas prometidas quando da privatização, as tais companhias vão sonhando com o dia em que as reclamações dos usuários serão bem outras...
Elas sonham com o programa que vai tornar o telefone gratuito. Imagine! Você pegando o fone, preparando-se para fazer uma ligação. Leva o fone ao ouvido, espera até que termine uma mensagem publicitária e, aí sim, faz sua ligação com toda tranqüilidade. Já pensou?????
Pois é essa a idéia do "Alô grátis". As operadoras comercializariam espaços publicitários. A cada ligação que o usuário fosse fazer, uma mensagem diferente, de um produto diferente, empresas diferentes. Um fantástico rodízio de rápidos textos, apregoando as vantagens dessa ou daquela coisa ou serviço.
Pense bem... Você tira o fone do gancho, no maior pique para falar com alguém para lá de especial. Aí... "Troque seu carro usado por um novinho!! Planos especiais para pagamento em até 540 meses e ainda pagamos o melhor preço por seu carro usado!!!!"
Que tal? Você gosta da idéia???
Fiquei aqui, pensando, ruminando a notícia e a idéia das telefônicas... E sabe de uma coisa???? Até que eu não me importaria em ouvir algumas propagandas, desde que não saísse mais dinheiro suado do meu bolso.
Mas enquanto eu sonhava com isso, Teco, meu neurônio mais neurótico, foi logo me lembrando de que a maior parte dos valores cobrados nas contas telefônicas - como em tudo, neste nosso paisinho - é representada por impostos...
Traduzindo: a parte da companhia telefônica poderia até ser gratuita. Mas e a do governo?? Será que o Leão deixaria de morder meu bolso, via telefone????
É... Bem dizem que "alegria de pobre dura pouco"...
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