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Pois é... Dizem que o criador do vírus ILOVEYOU foi preso, lá nas Filipinas. Mas a história toda ainda é muito nebulosa, muito estranha. Quer ver? Dizem que o tal rapaz, na verdade, teria criado um programa de computador como trabalho de escola, que, na verdade, foi modificado posteriormente. A idéia inicial (depois do trabalho de escola, é óbvio!) era conseguir roubar senhas na Internet e foi alterada, transformando-se no vírus. Até aí, tudo muito plausível, muito "acreditável".
Depois, o tal rapaz alegou que "descarregou o vírus na rede por engano". Aí, o bicho pega... Você consegue acreditar que alguém "descarrega" um vírus tão destrutivo e com tamanha capacidade de disseminação por descuido?
Sei não... Meus neurônios neuróticos se recusam a acreditar em uma justificativa tão esfarrapada. E o Teco vai logo lembrando que os vírus mais destrutivos dos últimos tempos surgiram na Ásia. O Chernobyl veio da Coréia e destroçou computadores no mundo todo. Foi tão devastador, para o mundo virtual, quanto sua usina homônima no mundo real. Agora, é o ILOVEYOU. E pior! O vírus já tem cerca de 30 variações, todas elas igualmente preocupantes.
Traduzindo, esta é a mais nefasta declaração de amor da história!...
Mas sabe o que mais preocupa, nessa história toda? O fato de que não haverá punição. Simplesmente porque o mundo não está preparado para punir ataques virtuais de qualquer espécie. Por mais que juristas e sábios estejam se esforçando para transferir punições, fazendo analogias com crimes já definidos em Códigos Penais de todo o planeta, os hackers e criadores de vírus passeiam impunes pelo espaço virtual.
O criador do ILOVEYOU, por exemplo, vai sair impune e ainda ficou famoso. Tudo porque não há leis para punir crimes de informática nas Filipinas. Como não há em praticamente todos os países do mundo.
Enquanto os piratas cibernéticos atacam livremente, pobres e mortais usuários têm de correr atrás de prejuízos e de vacinas, fazendo as delícias das empresas que comercializam antivírus... Dizem que é a lei da selva virtual.
Só que ela não é tão virtual assim, não é mesmo? Afinal, um vírus potencialmente destrutivo pode conduzir um micro à assistência técnica por alguns dias, comendo um bom recheio do bolso...
É como diz o velho ditado, não acha? Prudência e canja de galinha não fazem mal a quem quer que seja... O negócio continua sendo não abrir anexos sem antes checar se ele está direitinho, não traz qualquer presente de grego. E se você me perguntar como impedir a contaminação por um vírus novo, desconhecido, vou lhe dizer que é melhor contar com a sorte... E esperar que quem tem poderes, elabore leis que punam esses engraçadinhos...
Que os deuses do mundo virtual nos abençoem e protejam!
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