Já sei, já sei!!! Tem muita gente por aí que está espantada, por eu ainda não ter falado nos ataques do tal vírus I love you... "Nossa! Tanta gente atingida e ela ainda não falou nada?????" - é assim, não é????

Na verdade, eu estava esperando para ver em que daria tudo isso... A coisa foi pior do que se esperava. Afinal, em menos de 24 horas já haviam feito duas novas versões para o bichinho, que, diga-se de passagem, mostrou-se tão bom quanto o Chernobyl, na hora de detonar o computador alheio. Deixou os tais criadores de vacinas de cabelo em pé!!!!

Mas sabe em que eu pensava, nestes últimos dias??? Numa notícia veiculada, já tem umas duas semanas, pelo IDG Now, falando em seguro contra ataques na Internet. O problema é que ele só vale para empresas... Nós, os meros internautas, ficamos a ver navios, enquanto os piratas pulam para dentro do nosso barco... Quer ver? Leia a notícia:

"A ISS (Internet Securiy Systems) fechou uma parceria com a Protegrity, fornecedoras de soluções para e-business e a corretora Marsh para criar um seguro contra ataque na Internet. Inicialmente, o serviço está atendendo o mercado norte-americano, mas a subsidiária brasileira da ISS já está em fase de negociação com bancos locais para lançar o programa no país.

"Nos EUA existem quatro seguradoras oferecendo o produto: Loyd's; Chubb, Zurich e AIG. O seguro cobre prejuízos não-físicos de até US$ 200 milhões contra invasões. Segundo Sidney Fabian, diretor de marketing e desenvolvimento de mercado para o Mercosul da ISS, o novo projeto oferece dois tipos de cobertura: para lojas que vendem na Web e empresas que provêm acesso à Internet para corporações. No primeiro caso, o seguro ressarce o lojista pelo tempo que ele ficou fora do ar sem faturar. Já os provedores vão poder fazer uma apólice para indenizar seus clientes se precisarem interromper a conexão por causa de um ataque.

"Fabian explica que para contratar o seguro a empresa precisa ser certificada pela ISS. Como as seguradoras não sabem avaliar os riscos do cliente é a ISS que vai analisar o quanto a companhia está vulnerável a ataques. Com base nas informações da ISS, a corretora estipula o valor do seguro e dependendo da situação nem fecha o contrato.

"O executivo comenta que o Brasil ainda derrapa muito na segurança. Uma pesquisa feita em janeiro pela ISS constatou que de 100 grandes corporações brasileiras com sites na Web apenas 5% têm software para detecção de intrusos. O levantamento contou com a participação de instituições financeiras, órgãos de governo, operadoras de telecomunicações, lojas de e-commerce e provedores de acesso à Internet. Fabian esclarece que o fato das empresas não terem sistemas contra intrusos não significa que as companhias não tenham segurança. Porém, ele considera que esse tipo de barreira é primordial para reduzir os riscos de invasão."

Quer dizer: eles protegem as empresas, mas não quem faz o lucro das empresas... Protegem contra a invasão dos piratas, mas não contra a munição desses piratas...

É... Cada vez mais me sinto como massa de manobra, gado mesmo... A gente navega por aí, tem gente que adora fazer compras pela Web, movimentamos este fantástico mundo virtual e somos, em última instância, quem mais sofre com esses ataques - e somos, também, os últimos a ficar protegidos...

Quando surge um novo bichinho, como esse tal de I love you, somos os primeiros a dançar! Quem não souber onde se socorrer, perde tudo!!

Mas até dá para entender o raciocínio dos caras... Se uma "carta de amor" detona o micro, é porque o usuário foi ler o que havia na tal carta, sem antes precaver-se. Então, ele merece ser detonado... Afinal de contas, já está mais que explicado que não se deve abrir qualquer anexo sem antes checar suas condições de segurança, submetendo-o à varredura por um bom e atualizado antivírus...

Quem sai lendo qualquer coisa, pode ficar sem máquina para ter o que ler... Coisas da vida???? Não!!!! Coisas da Net...