Segunda-feira... Feriado... Isso dá uma preguiça!... Não dá?

1º de maio... Dia do Trabalho... Engraçado como são as coisas neste nosso mundinho, não? No dia do Trabalho, todo mundo quer folga, quer desfrutar de um dia de fazer nada, de ficar de papo para o ar, pés descalços, pouca roupa (quando o tempo deixa, é óbvio!), TV ligada, micro ligado, navegar pelo cyberespaço ou simplesmente mergulhar no dito "dolce far niente"...

E quando chega o dia seguinte, fica aquele gosto de quero mais, aquela vontade de continuar na cama e aquela velha pergunta martelando a cabeça: será que eu preciso mesmo ir trabalhar????

Coisas na vida, você vai certamente dizer. Sem trabalhar, não há dinheiro. Sem dinheiro, não há como viver - ou sobreviver, dependendo, claro!, do salário que se ganha.

Pois é... Este parece ser o raciocínio que move o mundo. Trabalhar é preciso! Ganhar dinheiro é preciso!

E viver???? Não será preciso???

Você já reparou como a gente tem cada vez menos tempo para a gente? Aquela história de instropecção, de parar para refletir, relaxar, conhecer-se a si mesmo(a)... Está cada vez mais distante, parece cada vez mais com utopia.

E você já reparou que a gente já quase não sai simplesmente para olhar a paisagem?

E o que é pior: as paisagens estão cada vez mais raras! A gente olha em volta e só enxerga o moderno mar de prédios. E quem tem a felicidade de morar em meio ao verde, cada vez mais está dentro de casa, em frente à TV ou ao micro...

Pois é... Segunda-feira, feriado, Dia do Trabalho... E eu aqui, dando tratos à bola e tentando solucionar o mundo só com pensamentos... Coisas de feriado!

Ou de quem amanheceu saudosista, com vontade de cantar aquela velha música do Zé Rodrix e do Tavito, que a Elis gravou e que todo neo-hippie sabe de trás para frente...

Você me ajuda no coro??

"Eu quero uma casa no campo... Onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros... E nada mais!..."

Quer dizer... Não dispenso um micro conectado à Internet, ‘tá??