E michael Jackson se foi...

Méritos artísticos à parte, sua herança é confusa - exatamente como sua vida.

Se o músico foi brilhante, especialmente nos anos 80 (do século passado), o bailarino não ficou atrás.

As inovações que ele promoveu são incontestáveis. Fez do vídeo-clip aquilo que se conhece hoje, consagrou o pop como gênero inovador e não apenas pasteurizado. Cruzou o caminho entre rock e soul; misturou tudo e criou sua marca.

Mas também deixou grandes interrogações, que dificilmente serão elucidadas.

Os casos de pedofilia, em que estaria envolvido, são talvez as maiores.

Mas só tendo acesso aos processos, para chegar-se à verdade.

E seu branqueamento absoluto, quase translúcido, é outra questão. Vitiligo ou negação da cor?

E as plásticas? Obsessão por anular os traços negróides ou obsessão por parecer com Diana Ross, como se dizia antigamente?

Não se sabe e agora que é se deixará de saber mesmo...

O rei do pop está morto. De maneira inesperada, como bem coincide com seu estilo.

Uma simples parada cardíaca, a que todos estamos sujeitos, ou uma overdose de remédios?

E se foi natural, será que a famosa e suposta câmara hiperbárica teria algo a ver com isso?

Viu?

São inúmeras as perguntas... e nenhuma reposta. Pelo menos esses segredos ele leva consigo para o túmulo.

Mas deixa uma herança preciosa.

Se o rei o está morto... Viva o rei!