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Você já parou para pensar no Tempo?
Não o tempo de clima, se faz calor, frio ou está chovendo... Mas o Tempo como um "ser" que nos acompanha feito fantasma, uma quase-sombra, algo que se posta às nossas costas e nos segue e persegue ao longo da vida.
O Tempo como senhor absoluto de nossos dias, principalmente depois que alguém resolveu que era preciso medi-lo, fixá-lo em anos, dias, horas, minutos, segundos... Microsegundos!
Milessegundos!!!
Milionésimos de segundos!!
Você consegue dimensionar esta fração do Tempo?
O que é um milionésimo de segundo?
Quanto tempo você leva para piscar?
Quanto tempo você leva para encher seus pulmões de ar?
Quanto tempo seu coração leva para fazer o sangue girar entre suas quatro câmaras?
Quanto tempo você leva para produzir uma lágrima e deixá-la rolar?
Quanto tempo seu coração leva para disparar, diante da pessoa amada?
E quanto tempo a gente leva para curar uma saudade?
Por quanto tempo você vai se lembrar de alguém? De um abraço? De um beijo? De um aceno? De um grito?
De quanto tempo você precisa para curar uma ferida?
Por quanto tempo, ainda, você levará a sua vida?
Pois há 16 anos Zeca resolveu que seu tempo por aqui estava findo... E resolveu ir para o andar de cima...
O pêndulo do seu tempo está parado há 16 anos...
Mas meu tempo de saudade parecesse infindo...
Ela dói há 16 anos e parece não querer se desgrudar da alma. Apenas fica, latente, a lembrar-me que o Tempo continua pregado às minhas costas, carregando consigo minhas saudades, minhas lembranças, minhas vontades, minhas ansiedades, minhas ausências...
O Tempo... Ou como disse Caetano um dia:
Tempo Tempo Tempo Tempo Tempo...
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