O sábado chega não com cara de fim-de-semana, mas com um ar cansado, aquele jeitão amolecido de quem trabalhou demais e sonha em estirar-se numa boa cama e dormir... dormir... dormir...

Sabadão cheio de coisas superficiais na TV e recheado de notícias de guerras, atentados, mortes, sangue jorrando por todos os lados - dos jornais ao rádio, da TV à internet...

Há um cheiro de cansaço no ar e uma sensação de corpo moído que não há banho morno e comida quentinha que apague...

Muito menos a cerveja gelada ou o papo com os amigos.

Afinal, todos apresentam a mesma cara de sábado retorcido, como se fôssemos todos pães amanhecidos e sovados por trituradores.

Há um "quê" de desânimo nesta manhã que eu não consigo explicar...

E este cansaço colossal parece migrar do chão aos corpos, subindo pelos pés até atolar qualquer simples mortal numa sensação de torpor inexplicável.

Talvez porque hoje é sábado...

O sono é o grande amigo destas horas...

Acho que vou acompanhá-lo e encontrar-me com Morfeu...

Quando acordar, vejo como o mundo está!...