Preste muita atenção:

"A psiquiatra francesa Marie-France Hirigoyen quer se proteger de um tipo inesperado do assédio que denuncia e combate desde 1998, quando escreveu seu livro 'Assédio Moral - A Violência Perversa no Cotidiano', que vendeu 450 mil exemplares em 27 países. 'Tudo se tornou assédio moral', afirma a doutora Hirigoyen. 'Virou moda'. É o assédio do sucesso. A Assembléia Nacional da França votou, em 11 de janeiro de 2001, uma emenda que introduz a noção de assédio moral nas leis do trabalho.

"O projeto de lei 13.288, de 10 de janeiro de 2002, da Câmara Municipal de São Paulo, prevê suspensão, multa e demissão para os chefes tiranos, baseado em estudos da doutora Hirigoyen.

"Surgiram associações e sites na internet em defesa de empregados acossados.

"O tema ficou popularizado com capas de revistas e em páginas de jornal.

"O assédio moral passou a ser usado, indevidamente, como sinônimo de estresse, ou para condenar a pressão normal de um chefe para que o subordinado trabalhe mais. Foi por isso que a psiquiatra Hirigoyen escreveu um novo livro, 'Mal-estar no Trabalho - Redefinindo o Assédio Moral', lançado em português pela Editora Bertrand Brasil no fim de abril, na Bienal do Livro.

"'Não se deve atribuir tudo ao assédio moral', ela diz. 'É preciso distinguir o que é do que não é, mesmo porque, do contrário, não se poderá mais agir para punir ou prevenir. Antes que um caso seja identificado como assédio moral alguém de fora deveria investigá-lo e emitir um parecer, como sugere um projeto de lei belga'.

"Agora que fixou limites para o assédio moral, a doutora Hirigoyen vai mudar de assunto: 'Não quero me repetir e muita gente está escrevendo livros sobre o tema, com poucas diferenças'. Talvez ocorram mudanças também entre os que se deitam em seu divã.

"'Na Europa estão surgindo especialistas, não necessariamente psiquiatras, que tratam de assédio, tanto individual como coletivamente'.

"Será difícil para a doutora Hirigoyen ficar imune ao assédio do assédio moral. 'Totalmente, não. Ainda recebo cartas de todas as partes do mundo'.

"Formada em medicina na França em 1978, especializou-se em psiquiatria e psicanálise, e depois em vitimologia nos Estados Unidos. Ela também faz conferências. 'Numa no México, em outubro, um homem começou a chorar, reconhecendo: Es mi vida, es mi vida... Qualquer que seja o país ou a cultura, o problema é o mesmo, são formas de ataque e sofrimento iguais, só o contexto difere, em função de maior ou menor proteção social. Em alguns lugares, o assédio se desenvolve sutil, escondido. No Brasil a violência no ambiente de trabalho é ostensiva'.

"O Brasil 'está muito avançado', em comparação com a Europa e os Estados Unidos. 'Vejo que cada vez mais o mundo do trabalho tende a se individualizar. No fundo, cada pessoa, diante do assédio moral, se encontra só. Por isso a lei é importante: ela permite que o indivíduo ouse reagir'. (Jornal da Tarde)

Pois é...

E como a moda parece ser o assédio, em todas as suas formas, fico imaginando no que vai dar tudo isso!...

Afe! Nem paquerar a gente pode!!!