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Semana que começa ruim, termina de modo ruim????
Sei não... Às vezes penso que as coisas viram com o vento, mas também sei que os ventos também podem fazer aumentar a tempestade... Coisinha difícil, essa de tentar entender a vida...
Enquanto a gente vê a barbárie correndo solta, também fica sabendo que pode ver uma verdadeira obra de arte. E não estou falando de quadros, fotos ou esculturas. Estou falando mesmo é de basquete!
Então, acho melhor explicar, não é?
É o seguinte: agora, quem sentir saudades dos bons tempos do basquete feminino, sentir saudade da garra, da técnica, da magia de se jogar basquete, já não precisa se desesperar.
Tudo bem que tem gente muito boa jogando por aí e que a Seleção Brasileira é, realmente, uma das mais fortes do mundo. Mas eu, pessoalmente, acho que agora lhe falta uma certa dose de carisma. A mística da camiseta amarela ou azul já não é a mesma. Falta, em quadra, o carisma de uma estrela.
Sem nomes como Paula, Branca, Hortência, Vânia Teixeira e companhia, o time brasileiro tem vivido de talento, mas sobrevivido sem carisma.
Acho que é isso o que difere os nossos times de "antigamente" da equipe que temos agora. Se temos técnica e garra, já não é a mesma técnica e a mesma garra de antes. Janeth é "plástica", tem garra, mas parece que falta quem lhe acenda o estopim da gana.
Pode parecer estranho alguém falar assim, principalmente quando é alguém que acompanha o basquete há praticamente 30 anos. Mas juro que é assim que vejo e sinto o basquete feminino brasileiro.
Sabe o que me consola? Justamente saber que dá para "resgatar" esse carisma de que falo. E sabe como? Vendo jogar as "veteranas".
É verdade! Dá para ver novamente em quadra gigantes como Vânia Teixeira, Suzete, Fátima e tantas outras atletas que construíram o caminho até o título mundial e a prata olímpica. Gente que começou a demolir as poderosas cubanas e que começou a encarar de frente as imbatíveis americanas.
Poderia ficar falando aqui de grandes nomes, como Maria Helena Cardoso, Heleninha, Elsinha, Norminha, Cristina Punko, Soraya, Anne... Gente que fez a transição da geração que fez o basquete brasileiro surgir no cenário internacional (essa de Maria Helena, Heleninha e Norminha) para a geração que conquistou o mundo (essa de Paula, Branca, Marta, Hortência).
É justamente essa geração que está de volta às quadras. Como a eterna capitã Suzete, a Suzi (aquela mesma que, num jogo memorável, "peitou" uma cubana e mostrou que a gente tem fibra e sangue nas veias...). Como a desconcertante Vânia Teixeira e sua presença gélida e precisa em quadra. Como Fátima, de um fôlego ímpar e uma capacidade atroz de marcação.
Pois é... Não é porque começou mal que uma semana deve terminar pior...
Ainda tem gente capaz de fazer arte, de trazer a Arte de volta aos nossos olhos. Gente que ainda é capaz de nos fazer sonhar, com uma bola nas mãos. Essa gente, sim, vale a pena!
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