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Semana começa quente... Avassaladora!
Ligo a TV, para começar o dia bem informada, e levo na cara mais uma rebelião dos menores da Febem. Até aí, seria quase que corriqueiro, tamanha a onda de rebeliões que sepulta o modelo daquela entidade.
Mas havia algo de diferente, nas imagens que eu via, transmitidas ao vivo, logo pela manhã. Havia no ar um "quê" diferente. Aquela rebelião não era igual às outras, aquelas tantas outras que a gente praticamente já se acostumou a ver nos jornais.
Fiquei tentando adivinhar o que poderia ser, qual era essa diferença. E me perguntava se ela seria assim tão sutil, a ponto de ser pressentida, mas não identificada.
Foi quando atinei para a grande questão: a polícia não estava dentro do prédio. A tropa de choque não havia invadido a unidade. Os menores não estavam nus, amontoados num canto do prédio semi-destruído.
O que havia de diferente, era que, dessa feita, a TV conseguira mostrar imagens da tal revolta desde o início. E pela telinha desfilavam atos de vandalismo puro, de barbárie incontida. E ninguém poderia acusar a polícia de truculência ou qualquer coisa assim.
Eu via menores instalados em telhados que eles iam destruindo aos poucos, mas numa velocidade que mais parecia coisa de desenho animado. Sabe aquelas cenas em que, por exemplo, cupins saem devorando tudo o que têm pela frente?? Em que as coisas vão simplesmente desaparecendo??
Pois era exatamente essa a impressão que eu tinha, enquanto olhava para a tela da TV e via aqueles garotos desmontando o telhado do prédio. E sabe para que? Para criar armas, para atacar. Mas não atacar a polícia repressora. Para atacar grupos rivais, alojados em outros pavilhões.
Esse era o "quê" diferente. Aquilo não era uma revolta. Era uma guerra. Uma guerra entre eles. Aquela unidade da Febem explodia numa guerra de gangues rivais.
A primeira vítima grave dessa guerra insana foi uma mulher de 41 anos, literalmente atirada do detalhado. De refém à vítima imolada. E aqueles que poderiam, mais uma vez, parecer como vítimas da sociedade injusta, agora posavam para centenas de câmeras de TV como algozes.
Boa parte deles já não é feita de menores. São jovens de 18 anos, legalmente responsáveis por seus atos, barbarizando por onde passam, vivendo do único jeito que aprenderam a viver: em meio à guerra, ao terror...
Inimputabilidade... Promessas vãs... Prazos não cumpridos (quem não se lembra de que Covas prometeu resolver o problema da Febem em 135 dias? Só que mais de 200 já se passaram e a solução não veio...).
Até quando???????
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