Dia Mundial do Meio Ambiente. Pronto! Mais uma data mundial, em que todo mundo vai às ruas e fala em preservação, conservação, reconstituição. E lá estão elas - nossas matas, florestas - à mingua, pedindo socorro e a gente insistindo em só fazer alguma coisa uma vez por ano...

Estava vendo o noticiário e pensando... Teve gente em rios, navegando, fazendo "apitaço" e soltando alevinos... Teve estudante adolescente caminhando por parques, com máscaras de árvores e flores, recolhendo lixo não bio-degradável... Teve gente de todos os cantos, em todos os lugares, bradando pela conservação do meio-ambiente, pela preservação e proteção à flora e à fauna.

Só que, no dia-a-dia, a gente continua castigando a Natureza, esquecendo que somos parte dela e que dela não poderemos, jamais, nos desvincular. E continuamos jogando lixo em todo e qualquer lugar, continuamos a não fazer a coleta seletiva, continuamos misturando pilhas, baterias de celulares, plásticos, com materiais que a natureza reabsorve rapidamente.

E continuamos reclamando da poluição do ar, do mal cheiro, dos rios entulhados, das enchentes, do "sufoco" provocando pelas alterações de tempo malucas. Continuamos estranhando quando não temos inverno e, quando temos, reclamamos que ele é muito seco, que temos de encarar racionamento de água, que nossos rios estão secando.

Mas também continuamos construindo hidrelétricas indiscriminadamente, queimando nossas florestas em churrascos de fim-de-semana, cortando flores sem dar chance de polinização...

É... São as incoerências da vida moderna, dirão alguns. Eu prefiro dizer que são exemplos do nosso descaso e do falso peso que temos em nossa consciência. Preservar o meio ambiente é muito mais que fazer passeata e manifestação num dia do ano.

Preservar o meio ambiente é, antes de tudo, passar a acreditar que cada um pode fazer sua parte e, juntos, cobrar de quem está no poder um respeito maior por nosso patrimônio natural. E sabe em que pode dar tudo isso???

Em menos lixões a céu aberto, menos esgotos correndo in natura para nossos córregos e rios, menos matas nativas devastadas, maior responsabilidade na hora de elaborar leis que protejam (verdadeiramente) nossos recursos naturais, que seria explorados com maior comedimento e, portanto, maior rentabilidade em todos os sentidos.

As coisas começam em casa. Toda e qualquer mudança começa dentro de cada um de nós. O resultado, talvez somente nossos descendentes poderão conferir e dele usufruir.

Mas, de qualquer forma, resta uma certeza: Géia, a mãe Terra, agradecerá...