De repente, surge na Net brasileira um movimento que prega a ética literária, em defesa dos direitos autorais. Até aí, tudo ótimo! A idéia não é nova e boa parte dos autores que mantém páginas e sites na web tupiniquim (não importa, aqui, se o hospedeiro é brasileiro ou não) seria a favor. Afinal de contas, sempre é bom saber que aquilo que se escreve para a Web pode ser reconhecido em qualquer parte do planeta. E seu autor, identificado.

Mas sabe qual é o grande problema? A maneira como nasce o movimento... Um grupo se reuniu, virtualmente, e decidiu criar uma entidade, que tem a pretensão de ter alcance internacional, devendo ser registrada em vários países. Até aqui, tudo bem - também!

Aí, o mesmo grupo resolve constituir uma diretoria para essa entidade, o que seria um passo natural. A grande questão é quem está na tal diretoria, da recém-nascida entidade.

Fica difícil você acreditar na seriedade de um novo movimento, quando você percebe, dentro dele, na cabeça da coisa, a presença de alguém que sempre primou pelo desrespeito à ética, em todos os seus aspectos. Não digo quanto à autoria de textos, mas à ética na convivência no espaço virtual.

Você acreditaria em uma entidade que tivesse, em sua diretoria, alguém que você já cansou de ver agredindo integrantes de listas de discussão por e-mail, ofendendo pessoas que antes eram de seu relacionamento pessoal e que não aceitaram adular um ego inflado?

Pois é... Vejo-me nesta dúvida (?), quanto a esse movimento.

De repente, vejo uma idéia tentar ser organizada e descubro, em meio a ela, a presença nefasta de uma pessoa que já vi ofender, desacatar, ameaçar, destruir tudo aquilo que toca. Uma pessoa que já foi discreta ou solenemente convidada a se retirar de listas de e-mail por não respeitar as regras da boa convivência, por não ter o mínimo respeito por aqueles que a cercam...

Fica difícil aderir, não fica?

Pois é... Fico aqui pensando, confabulando com meus botões - enquanto meus neurônios neuróticos tentam desvendar os segredos da necessidade de auto-promoção que assola a alma de algumas pessoas... O que será que leva uma pessoa a tentar se tornar o centro das atenções onde quer que esteja????

Seria algum problema de infância??? Seria solidão???

Sei lá!... Nem o Teco, meu neurônio mais safado, quer saber do assunto... Disse, solenemente, que se recusa a trabalhar para entender o que faz a tal pessoa agir como age, com um toque de Midas às avessas, transformando em nada, em tumulto, em repúdio, tudo aquilo que a cerca...

É... Quinta-feira começa com ares filosóficos, mas eu juro que não pretendo perder tempo e sono com isso... O negócio é tomar um belo e delicioso capuccino e encarar a vida em pleno outono. Um friozinho gostoso, que faz a gente querer corpo e alma...

E, para isso, nada melhor que abrir o coração e um sorriso!

Então... Vida, lá vou eu!!!

Com todo respeito...