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E a situação do clã dos bigodões só faz se agravar.
Como um rolo compressor, o lado corrupto (será que se pode falar assim???? Pensem que é apenas especulação, 'tá? Não 'tou afirmando coisa alguma!!!) do senador-ex-presidente-da-República e seus filhos políticos vem à tona e jorra feito um tsunami ou uma avassaladora explosão vulcânica.
Exagero da minha parte? Talvez... mas só ser for quanto ao "adjetivo" que usei há pouco... Acredito que se pode falar em corrupção, em nepotismo, em favorecimento de terceiros, em um monte de coisas... Afinal, a enxurrada de denúncias só faz aumentar e enlameia de vez a biografia dos bigodões que atendem pelo nome de José Sarney.
Não há desrespeito de minha parte, repito. Puxo pela memória e o que vejo é a figura de um homem que criou uma espécie de feudo político no Maranhão. E que para abrir espaço para a própria filha, mudou-se (eleitoralmente falando) de mala e cuia para o Amapá, onde vislumbrou a possibilidade mais concreta de continuar a eleger-se seguidamente.
Em termos de estratégia política, perfeito!
Como presidente, quem ainda se lembra dos tais "Fiscais do Sarney", do congelamento de preços e, depois, da hiperinflação de volta, com ainda maior voracidade?
Como presidente, Sarney herdou um mandato que fora dado a Tancredo Neves, milimetricamente costurado pelo político mineiro.
Favorecido pela sorte, Sarney fortaleceu o esquema do "Centrão", o grupo político então formado pelo PDMB e pelo então PFL (hoje DEM). Até hoje aquele grupo é apontado como fisiológico, ou seja: apoiava quem estivesse no Poder, para manter-se e beneficiar-se deste mesmo Poder.
Pela própria biografia, Sarney não parece tão acima dos demais brasileiros, como saint Lullinha andou afirmando.
Agora, tem uma nova mancha estampada sobre o retrato político dos bigodões: a proximidade com Daniel Dantas - aquele mesmo banqueiro que foi condenado recentemente por corrupção, que teve ligação com o escândalo da Telemig e também esteve envolvido no escândalo do Mensalão.
A Folha de São Paulo traz a notícia: "O senador José Sarney (PMDB-AP) recebeu em 2006, como doação para a campanha que o reelegeu, R$ 270 mil do empresário Richard Klien, sócio do banqueiro Daniel Dantas, indiciado pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, e condenado no ano passado por corrupção pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, informa reportagem de Rubens Valente.
"Klien é sócio de Daniel Dantas na Santos Brasil, que administra o terminal de contêineres do porto de Santos (SP), privatizado em 1997.
"Segundo a reportagem, a filha do senador, Roseana, recebeu de Klien mais R$ 240 mil para sua candidatura derrotada ao governo do Maranhão - ela acabou tomando posse em abril, depois que o eleito foi cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
"O clã Sarney ficou com 83% do total doado pelo empresário em 2006 - 17% dos gastos totais da campanha de Sarney. A Folha informa que os outros candidatos apoiados pelo empresário em 2006 foram Jandira Feghali (PC do B-RJ) e Índio da Costa (DEM-RJ), com R$ 50 mil cada um.
"No ano passado, Klien doou R$ 250 mil para o Diretório Nacional do PT, em Brasília, e o suplente do conselho de administração da empresa, Thomas Klien, doou R$ 150 mil para o Diretório Nacional do PSDB."
Pois é...
O que pensar disso tudo?
Dá ou não dá para pensar em usar a expressão "corrupto"?????
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