Sabe de uma dualidade que tenho?

Fogos de artifício!

Verdade... Se, por um lado, adoro ver os efeitos que os especialistas são capazes de criar, com desenhos e cores surgindo no meio de um céu escuro e iluminando a noite, por outro detesto os tais rojões (aqueles de três "tiros"), morteiros, bombinhas de todos calibres.

Tenho acessos de raiva, quando ouço essa "artilharia" espoucar.

Irritação é pouco para definir o que sinto, quando vejo uma criança explodindo bombinhas, ao invés de descobrir do que é capaz um mero "fósforo de cor" (aqueles fósforos especiais, que queimam soltando pequenas faíscas coloridas).

Quero estraçalhar quem vende bombas de todos os tamanhos para crianças. E adultos que acham "bonitinho" ensinar uma criança a riscar uma dessas bombas.

Parecem não entender os perigos que cercam essas práticas, o quanto se prepara um técnico que cria um espetáculo pirotécnico.

Parecem ignorar as tragédias que cercam esses "artefatos": crianças manipulando pólvora sem a mínima condição de segurança, gente queimada e mutilada, por conta do uso incorreto dessas "peças".

E por que "artefatos, "peças", "artilharia"? Tudo entre aspas?

Simples: por que, pra mim, essas coisas são inqualificáveis.

Prova cabal de que o bicho homem sabe muitíssimo bem como deturpar uma arte e transformá-la em uma diversão inconquente e perigosa.


Ah!...

Por que 'tou dizendo tudo isso?

Porque começa hoje a Expo Araçatuba... E haja foguetório!

ARGHHHH!!!