|
Pronto!
Agora é oficial: o Brasil vai abater aviões não identificados e que não obedeçam as ordens de caças nacionais para pousarem e serem investigados.
É a chamada lei do abate. E quer saber de uma coisa?
Eu penso que é uma lei que pode dar resultados.
Afinal, estamos cansados da verdadeira "casa da mãe joana" em que os traficantes transformaram os céus (e terras) brasileiros.
É um tal de aviãozinho pra lá, jatinho pra cá... E, dentro deles, toneladas e toneladas de drogas, que, invariavelmente, alimentam o vício, o tráfico e fomentam a violência.
E o pior: deixam a conta para que nós paguemos!
A conta das balas perdidas, a conta dos mortos, a conta dos aterrorizados, a conta dos presídios cada vez mais sofisticados e caros, a conta de manter os (poucos) bandidos nas cadeias, a conta do nome denegrido...
Agora, o aviãozinho atrevido vai ser abordado pelos caças da Aeronáutica tão logo ele seja detectado pelos radares.
O procedimento tem de seguir toda uma ordem de comandos, que, dizem, tenta evitar abordagens erradas e abates indevidos.
Assim, o piloto do caça vai ter de se aproximar do avião clandestino, emparelhar e mostrar ao piloto atrevido uma placa com a freqüência de rádio que deve ser utilizada para comunicação.
Depois, vem a ordem para seguir o caça.
Se não seguir, o aviãozinho será alertado de que se tornou alvo preferencial. E se mesmo assim, o piloto continuar teimando, vai virar peneira.
E sabe por que peneira?
Porque os caças brasileiros não são equipados com mísseis sofisticados, como se imagina um caça de verdade.
Eles usaram apenas metralhadoras, capazes de disparar mil projéteis por minutos.
As autoridades militares garantem que é suficiente para abater um aviãozinho desses que gostam de atravessar o país impunemente.
Como eu não entendo de armas militares (e nem civis, se é que há armas civis...), sou obrigada a acreditar na palavra deles - certo?
O negócio, então, é esperar para ver o que vai acontecer.
Afinal, a tal lei do abate foi bastante anunciada. À esta altura, todo mundo já deve estar sabendo que agora os céus brasileiros poderão virar vídeo-game de piloto, caso as regras não sejam obedecidas.
Só tem uma ressalva, nisto tudo: aviões com crianças a bordo não serão abatidos.
Aí, vem a pergunta:
Será que os traficantes não vão utilizar crianças a bordo, só para impedir o abate?
E nem adianta você tentar argumentar que isso é difícil, que encarece a viagem, que expõe a criança desnecessariamente...
Você já reparou no procedimento desses caras?
Eles pouco se importam com a vida alheia. Se a criança não for filha deles, pouco vale a sua vida.
Filho de outra pessoa não é criança, é mercadoria. E, neste caso, escudo.
É disso que tenho medo...
|
|