|
Não adianta...
Quanto mais a gente reza para que as coisas se esclareçam, se encaixem e caminhem de forma decente, mais sustos a gente toma, mais roubalheira aparece...
Viu a última?
Está lá... Na IstoÉ...
"A legislação brasileira exige que todo cidadão declare seus bens no Imposto de Renda. No caso do funcionalismo público, a Lei nº 8.429, de 1992 - chamada Lei de Conduta do Servidor -, é mais rígida. Anualmente, os barnabés, como são conhecidos, têm que apresentar ao Tribunal de Contas da União suas declarações de renda atualizadas. Se o servidor não declara ou não comprova a origem do dinheiro que transita por suas contas e dos valores incorporados a seu patrimônio, ele pode ser demitido e até ter seus direitos políticos suspensos, além de responder criminalmente pela Lei do Colarinho-Branco. Como dinheiro não nasce em árvore, a suspeita, nesse caso, é de corrupção. Foi o caso, por exemplo, da máfia do propinoduto carioca, encabeçada pelo já famoso Rodrigo Silveirinha. O grupo de funcionários públicos, descoberto por
ISTOÉ no ano passado com US$ 33,4 milhões em contas na Suíça, foi afastado de seus cargos e responde a vários processos na Justiça. Agora uma força-tarefa formada por investigadores da Controladoria Geral da República, do Ministério Público e da Polícia Federal fisgou outro cardume de 400 graduados peixes do serviço público federal que também esconderam muito dinheiro no Exterior.
"Estes superbarnabés são suspeitos de ter cometido crimes de evasão de divisas, sonegação de impostos, improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e corrupção. Calcula-se que chegue a R$ 350 milhões a evasão de divisas somente desse grupo, com contas bancárias nos Estados Unidos, Inglaterra e em paraísos fiscais, como Bahamas e Ilhas Cayman. Todo o resultado das investigações vai gerar um inquérito-mãe a ser aberto a pedido do Ministério Público Federal para apurar os crimes cometidos. O trabalho dos investigadores detectou que, mesmo enviando caminhões de dinheiro por vias legais - através das contas CC5 controladas pelo Banco Central -, a Receita Federal é enganada, ora porque os bancos deixam de informar dados sobre a CPMF, ora porque não há no formulário de Imposto de Renda um campo específico para a declaração sobre de onde provêm os rendimentos declarados como 'não tributáveis'. A reportagem de ISTOÉ teve acesso a parte da lista da força-tarefa e fez um extenso levantamento em cartórios, durante quatro meses, em juntas comerciais de vários Estados. Existem muitos casos de enriquecimento meteórico sem origem como os que serão exemplificados a seguir. Nas análises se confirma ainda uma triste realidade: a falta de comunicação entre a Receita Federal, o Banco Central e os demais órgãos financeiros do País está facilitando a saída do dinheiro da corrupção e de outros crimes pelos canais oficiais. A força-tarefa detectou também a conivência de bancos com o esquema, que em alguns casos simplesmente omitiram as remessas de seus clientes para o Exterior ao Banco Central, assim como a origem deste dinheiro. Isso acaba refletindo no índice da CPMF, que serve de padrão para as fiscalizações de auditores fiscais."
E não adianta nem o Ministério da Cultura negar as acusações, dizer que ninguém cometeu ilícitos, que tudo está dentro dos conformes, como manda a lei.
A suspeita está lançada e de forma contundente.
Agora, mais uma vez, tem gente que vai ter de provar que "focinho de porco não é tomada..."
E vai ser difícil convencer!...
|
|