Definitivamente, o Rio já foi a cidade maravilhosa, o cartão postal mais visto do país e um dos mais admirados do mundo.

Quem anda por lá, hoje em dia, teme muitas coisas.

O ruim ruim que exala de toda a cidade, por exemplo, é algo constrangedor. Parece um imenso banheiro a céu aberto...

Mas o pior são as tais balas perdidas, obviamente oriundas da guerra entre quadrilhas de traficantes.

E como se não bastasse o medo, puro e simples, agora a gente tem de ter medo até das sombras fardadas, que, em teoria, deveriam surgir do nada como anjos para garantir a segurança.

Veja só:

"Rio - Uma força-tarefa da Polícia Federal desmontou um esquema de tráfico de maconha feito por militares num carro caracterizado como os do Exército. Dois sargentos - uma da ativa e outro da reserva - foram presos em flagrante na tarde de hoje na Rodovia Presidente Dutra, próximo a Seropédica (região metropolitana), com cerca de 300 quilos da droga. No mesmo momento, agentes prenderam o gerente do tráfico na favela do Acari e o irmão de um dos militares, que negociavam o valor da maconha na Rodoviária Novo Rio.

"A quadrilha vinha sendo monitorada havia três meses por policiais federais de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, com apoio do Ministério Público Federal e da Justiça. Ontem, o segundo-sargento Bartolomeu Oliveira da Silva, de 35 anos, e o terceiro-sargento reformado Roberson Davis Sá, de 28 anos, deixaram Curitiba com a droga, vinda do Paraguai.

"Eles vestiam uniformes camuflados e seguiam no Veraneio verde-oliva, placa branca AIJ-2803 - um veículo clonado do Exército. Durante todo o trajeto até o Rio, os militares não foram parados por blitzes policiais e passaram sem pagar por todos os pedágios.

"Ao mesmo tempo em que a dupla deixava Curitiba, o irmão de Roberson, Denis Robert Sá, seguia de ônibus para o Rio, onde tinha encontro marcado com o gerente do tráfico Uedson Carlos de Moraes. Roberson e Silva foram seguidos durante toda a viagem pela polícia.

"Eles começaram a desconfiar ao passar pelo pedágio em Seropédica e tentaram mudar o trajeto. Essa atitude levou os agentes a prendê-los antes que a venda da droga fosse consumada. Roberson apresentou a xerox de um documento falso em nome do terceiro-sargento Milton de Andrade Cordeiro, da ativa. 1Todos os documentos, inclusive os do carro, eram bem consistentes', afirmou o delegado regional executivo da PF, Roberto Prel." (Clarissa Thomé/Agência Estado)

Viu?

Percebeu a gravidade da situação?

Agora, vamos tentar entender o que leva um militar da ativa a bandear para o lado dos bandidos...


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Melhor deixar pra lá...