Ele se foi como disse, um dia, que gostaria de ir...

Em meio a muita alegria, num dia de sol radiante em que o povo estivesse profundamente alegre...

Chico Xavier conseguiu o que queria.

O povo estava alegre, exultante mesmo! Afinal, era a conquista do penta - ainda que fosse lá pelas bandas do oriente...

Tomou seu café... Foi descansar...

E descansou.

Não neste, mas num outro plano.

Lá se foi o bom Chico. Aqui ficamos nós.

E, conosco, o exemplo que ele deixa.

Exemplo de fé na Humanidade, no lado bom das coisas e, principalmente, no lado bom dos homens.

Chico foi dessas pessoas que inspiram ternura e confiança - independentemente de sua obra doutrinária e assistencial.

Chico conseguiu ser quase uma inanimidade.

Fez-se respeitar por seus atos e por sua coerência - o que, convenhamos, é algo raro por estas paragens tão humanas e nefastas.

Não foi à toa que, um dia, quiseram indicá-lo para o Prêmio Nobel da Paz. Confesso: assinei a lista do abaixo-assinado e o fiz com orgulho.

Orgulho por saber que ele verdadeiramente merecia a indicação. Saber que era um brasileiro que merecia...

Pois é... Chico foi brasileiro. Brasileiríssimo!

E foi uma grande alma. Ou talvez seja melhor dizer que ele é uma grande alma.

Ou como se diz na Índia... Mahatma!

O mahatma brasileiro!

Vá em paz, Chico!