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Você passou por um dia daqueles em que tudo parece dar errado?
Pois é... E quando a coisa se estende e avança noite adentro???
É... E quando, para completar, à sua volta as pessoas começam a apresentar problemas dos mais sérios, tendo de faltar ao trabalho e as coisas vão se acumulando sobre as costas, fazendo com que a gente acabe por sentir-se algo como um "burro de carga"???
É... Dias (e noites!!!) assim existem... E de vez em quando desabam sobre nossas cabeças... Estou vindo de um deles... E olhe que ele, para mim, ainda nem terminou, porque ainda não dormi!
Sabe o que é pior, nisso tudo???
O pior é a gente ter de se desdobrar para cumprir horários e compensar a ausência de quem está enfrentando barras terríveis (como a perda de parentes), sem conseguir.
Juro que, por mais de uma vez, pensei que os deuses estavam se divertindo, rindo muito às minhas custas. Se não todos, pelo menos os deuses da informática e da tecnologia deviam estar às gargalhadas, diante do meu espanto e da minha raiva...
Ah, desculpe!... Você não deve estar entendendo uma vírgula sequer, disso tudo que estou falando, não é?
Tudo bem... Eu explico.
Imagine um jornal. E pense em como é corrido o dia-a-dia de quem teve a ousadia de escolher essa profissão, em que a gente sempre tem de estar vivendo com 24 horas de antecedência, para que o leitor possa encontrar, nas páginas, tudo aquilo que interessa.
Pois bem: você deve saber que tudo isso tem sido agilizado pelos computadores e programas - especialmente os gráficos - moderninhos. Em teoria, eles servem para diminuir o tempo que se gasta entre colher os dados, escrever a matéria e vê-la publicada, impressa no papel que chega às suas mãos.
Só que desde ontem as máquinas do jornal onde trabalho resolveram entrar em greve, revoltaram-se!
E acredite você se quiser, porque eu não encontro outra explicação. Estou enfrentado a revolta das máquinas!!! Nem uma, umazinha sequer, funcionou direito. Todas elas "paularam" nos momentos mais importantes. Programas fecharam sem a menor explicação, máquinas com mais de 10 gigas de memória simplesmente diziam que não tinham memória suficiente para realizar o mais simples dos trabalhos da rotina de um jornal, como imprimir "previews" das páginas que devem ser preparadas para a rotativa.
Diga você o que disser, meu cansaço e meu desalento, às 5 horas da madrugada, só me fazem crer em uma coisa: se nem dois técnicos "sambados" conseguiram fazer com que aquelas máquinas se entendessem entre si e nos entendessem, permitindo que fizéssemos a edição normalmente, só posso concluir uma coisa...
Estou no meio da revolta das máquinas! E o que é pior: falando grego, enquanto elas falam "informatez". E sem tradutor que possa mediar uma paz honrosa para mim...
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