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Conta a lenda que, pouco mais de 20 dias depois de Jesus nascer, ele foi visitado por três eminentes figuras do mundo oriental... Três Magos... Três Reis...
Aliás, nos primórdios da lenda, eles não eram reis. Eram simplesmente magos - o que, na antiguidade, poderia significar sacerdotes, iniciados, gente respeitabilíssima...
Seus presentes - incenso, mirra e ouro - eram preciosidades na época. Verdadeiros presentes de reis. Talvez daí tenha vindo a qualificação de reis...
De qualquer forma, no Brasil viraram a soma de tudo isso: magos e reis, viraram os Três Reis Magos.
A comemoração de seu - hoje, 6 de janeiro - equivale ao encerramento das festanças de fim de ano.
Daqui pra frente, já se fala em carnaval e tem gente que já lamenta a quarta-feira de cinzas.
Enquanto isso, vou olhando o que passou e como nos chega esse dia de reis.
Sob chuva, com o signo da morte e a angústia de ver que quase nada mudou em nossa vida, apenas o calendário.
Continuamos sob o estigma da violência, à mercê da barbárie instalada na cabeça dos bandidos, sujeitos às intempéries que geramos com o efeito estufa, submetidos ao caos.
Então, o que pode ter mudado?
Sinceramente?
Não sei...
Mas sei o que eu gostaria que mudasse...
Só não acho que valha a pena repetir pensamentos e desejos que a gente já conhece tão bem. Seria chover no molhado!
Antes que eu esqueça: hoje é dia de desmontar a árvore de natal, 'tá?
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