- Coluna da Sal - Que exemplo...






Definitivamente, certos exemplos a gente bem que poderia ignorar...

Veja só que péssimo "modelo":

"Levantamento do IBGE divulgado recentemente comprova em números uma realidade preocupante e 'eleva' Mato Grosso a mais um posto de destaque nas estatísticas negativas. Segundo a pesquisa, o Estado possui o terceiro maior índice de mortes violentas entre mulheres de 15 a 24 anos de idade em todo o país, perdendo apenas para Espírito Santo e Pernambuco. São 29,9 ocorrências para cada grupo de 100 mil habitantes. A média nacional é de 18/100 mil. O IBGE considerou na compilação dos dados desde registros de acidentes até agressões que resultaram em mortes e homicídios.

"O resultado é evidente, mas a precariedade dos sistemas de registro de casos no Estado não permite saber quais as causas principais para o problema.

"As hipóteses mais prováveis, segundo as autoridades, são mesmo os crimes passionais e o envolvimento das jovens com o tráfico de drogas. A Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) registrou o assassinato de 17 mulheres em 2003 na Grande Cuiabá. 'A maioria foi morta por maridos ou namorados ou caíram em emboscadas e acertos de contas por causa de drogas', afirma o delegado João Bosco, da DHPP. No relatório anual elaborado pela Secretaria Estadual de Saúde, pelo quarto ano consecutivo o resultado foi o mesmo. A segunda maior causa de mortes entre mulheres em Mato Grosso são as 'causas externas', com ênfase maior nos homicídios. No topo continuam as doenças cardíacas, a exemplo do que ocorre no restante do país.

"'Várzea Grande é um município onde tradicionalmente acontecem muitos casos de assassinato entre jovens. Tem muito a ver com a prostituição, que é disseminada por lá', explica a professora Vera Bertolini, do Núcleo de Estudos, Políticas e Organização da Mulher (Nuepom), da UFMT.

"PERIGO EM CASA - Muitos casos de violência contra a mulher vêm a tona apenas quando se chega ao extremo. Mas o conjunto de situações que levaram a um assassinato, por exemplo, pode se arrastar por dez, até quinze anos. 'A dificuldade maior é muitas vezes a postura da vítima. Ou não denunciam ou depois se arrependem e tentam retirar as queixas', argumenta a delegada de Defesa da Mulher Silvia Virgínia Ferrari.

"Segundo ela, boa parte das mulheres agredidas tende a recuar depois de sofrer pressões da própria família, da comunidade ou convencidas de que não haverá a punição desejada para o agressor. 'Muitas desistem depois de saber que a pena para ele será pagar uma cesta básica. Mas eu acho que isso não é pouco', opina a delegada. O fator positivo, segundo ela, é que o responsável pelo ato violento já terá a ficha criminal inaugurada, o que pode complicar sua situação em caso de reincidência." (Diário de Cuiabá/Redação Terra)

É...

Domingão danado... Chuvinha boa para a gente se enroscar no sofá e eu aqui, pensando em como uma legislação "frouxa" serve para aumentar a violência...

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