Gente do céu!... Não sei mais o que faço, para livrar-se do calor infernal que está fazendo por aqui... Fico com pena das crianças, que sofrem demais com esse calor. E o que é pior: por aqui não tem mar, para oferecer água para banho e aquela brisazinha que sempre faz tão bem...

Pensando bem, não é só o calor que está tirando o meu sossego...

De repente, dei-me conta de que a região oeste do interior do Estado de São Paulo (ei! É aqui que eu vivo!) é uma das regiões de risco da febre amarela silvestre. E sabe o que é ainda pior? Há epidemia de dengue praticamente em todas as cidades.

Como estamos na fronteira com a região centro-oeste do país, o bicho está à espreita, prometendo pegar... A duas horas daqui, está o Mato Grosso do Sul. Um pouquinho mais, e a gente pode atravessar a ponta de Minas e bater em Goiás...

Pronto! Lá se foi o meu parco sossego... Calor rima com desidratação.

E aqui já tem calor de sobra. Já tem Aedes aegypti de sobra. Já tem dengue. Para a febre amarela, não falta coisa alguma!

Era só o que me faltava, realmente!

Se não bastassem os pernilongos, durante a noite, tem o Aedes, durante o dia. Se não bastasse o calor, sempre tem a ameaça de racionamento de água, porque as chuvas são insuficientes para manter o nível do ribeirão que abastece a cidade...

Desse jeito não dá!

Já cansei de encher as garrafas de água da geladeira e elas insistem em ficar permanentemente vazias - e ainda dizem que a culpa é minha!...

Só tenho uma saída: tentar pegar o primeiro avião para o Polo Norte e pedir hospedagem ao Papai Noel. Ou conseguir um jeito de navegar pela Net e trabalhar, estando embaixo do chuveiro (desligado, é claro!). Pelo menos enquanto durar o verão por aqui...