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Deu nos jornais:
"O aumento do roubo de cargas, automóveis, caminhões e o avanço do tráfico de drogas em todo o Estado de São Paulo levou a Polícia Civil a preparar um projeto para a criação de um departamento com o objetivo de investigar e combater o crime organizado. Deste novo setor, deverão fazer parte delegados e investigadores especializados principalmente na apuração do tráfico, roubo de carros e de cargas. A Polícia Militar vai participar do novo esquema com informações dos comandos. O departamento deverá ter, além de verbas e carros, todos os recursos de informática."
Parece que descobriram o óbvio, não? Mas eu juro que Tico e Teco estão inquietos e ficam me apoquentando, com suas hipóteses mirabolantes... Esses meus dois neurônios, viu!!!
O motivo maior de tanto alvoroço é que eles ficam perguntando se este departamento vai ter verbas para sair do papel. E, se sair, será que ele vai ter pessoal suficiente para o desempenho de todas as funções?
Como eu não tenho resposta para essas duas perguntas, os sacaninhas mostram outras tantas... Quais? "Se tiver verba e pessoal, será que esse pessoal estará devidamente treinado para combater o crime organizado?"
Você já sentiu o drama, não é? E tem mais pergunta desses dois "pentelhinhos": "E se tiver verba, pessoal e treinamento adequado, será que esse departamento vai ter armamento capaz de fazer frente ao arsenal dos bandidos"?
Bom, a essa altura, sou obrigada a perder a compostura e soltar um sonoro "calem a boca", para ver se eles deixam de fazer elucubrações e deixam que a gente termine de rever a notícia divulgada pela Agência Estado. Estava escrito lá:
"A troca de informações entre as polícias de todo o País, segundo os responsáveis pelo plano, é fundamental para impedir o avanço do crime organizado. No começo do governo Mário Covas (PSDB), um grupo de delegados elaborou um plano de combate ao crime organizado e sugeriu a criação de um departamento. O projeto foi entregue ao então delegado-geral de polícia Antônio Carlos de Castro Machado e ao ex-secretário de Segurança Pública José Afonso da Silva. Os chefes da polícia de São Paulo e da Polícia Civil ignoraram a preocupação dos delegados e declararam diversas vezes que o crime organizado não existia no Estado."
Como seria escrito, se isso aqui fosse uma história em quadrinhos: "tóóóiiimmmm!!!!!!"
Depois dessa, juro que não mando mais meus neurônios calarem a boca... Juro!!!!
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