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Nem bem o ano começa e lá vou eu ficar toda assombrada com as coisas que leio nos jornais e na Net. Desta vez, foi o caso de uma mulher norte-americana... Olhe só o que a Agência Estado divulgou:
"Uma equipe médica da Universidade de Chicago retirou um tumor de 100 quilos, que ameaçava matar uma mulher de 40 anos. A cirurgia durou 18 horas. O tumor, benigno, era um neurofibroma - um crescimento dos tecidos nervosos -, e em poucos meses cresceu a ponto de debilitar Lori Hoogewind. ‘É o maior neurofibroma registrado pela literatura médica’, declarou Allan Rubenstein, professor de neurologia da Escola Monte Sinai de Medicina e especialista no assunto ao jornal Chicago Tribune."
Você consegue imaginar a dimensão dessa coisa? 100 quilos!!!!
"A neurofibratose é uma enfermidade hereditária que afeta 100 mil pessoas nos EUA. A doença provoca um crescimento anormal dos tecidos nervosos, que muitas vezes leva a tumores que desfiguram o rosto ou o pescoço do paciente. No caso de Lori, o problema só se tornou evidente quando o tumor, nascido na altura do estômago, provocou um aumento vertiginoso de peso em poucas semanas. ‘Dois terços das reservas de sangue de Lori iam para a massa tumoral’, declarou McKay McKinnon, cirurgião plástico que coordenou a intervenção."
Pelos deuses!!! Não dá para imaginar o que deve ser ter um tumor desses em pleno estômago... Nem uma mísera migalha de comida conseguiria passar por ali e atingir o organismo dessa mulher... Já pensou no que é ter uma massa disforme de 100 quilos em seu estômago????
Juro que não desejo isso ao meu pior inimigo - se é que os tenho, porque, se os tenho, eu não sei (felizmente!)...
"Durante a cirurgia, Lori perdeu tanto sangue que foram necessárias 120 unidades de hemoderivados nas transfusões, o equivalente a seis vezes o volume sangüíneo do corpo humano. A paciente recupera-se no hospital e deve passar por mais um mês de terapia intensiva."
Óbvio, não acha? Terapia intensiva para reverter a violência que o organismo dessa mulher sofreu... Agora... Será que um mês será suficiente para que ela se refaça desse trauma?
Fico aqui, confabulando com meus pobres botões... Essa mulher tem duas opções: ou encara a cirurgia e a cura (espero) como um milagre da ciência e passa a viver ainda mais intensamente todos os seus momentos; ou então olha sua própria desgraça (não gosto dessa palavra...) e passa o resto de seus dias lamentando-se pelo ocorrido e esquecendo de que sobreviveu a tudo isso...
Sei não... Acho tão difícil alguém conseguir olhar para trás e simplesmente passar por cima de algo parecido!...
Não que eu seja descrente, que duvide da força de vontade, da vontade de viver das pessoas. Mas fico aqui, imaginando como deve ficar a cabeça de uma pessoa que viva uma experiência dessas...
Tornar-se um caso raro na história da medicina deve trazer uma sensação estranha, algo como se a gente fosse completamente diferente de todo o resto da espécie humana, algo quase bizarro... Ainda mais com um tumor desse tamanho...
Tico e Teco, meus dois neurônios (ainda em clima de festas), simplesmente se recusam a tentar imaginar como deve ser essa sensação... Fica, então, o dito pelo não dito, o levemente insinuado, a mais leve das sugestões...
Mas que eu ainda vou pensar muito nesse assunto, ah, isso eu vou!
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