- Coluna da Sal - No quieto






Você ainda acredita que é possível fazer justiça aos ricaços do país?

Você ainda acredita que é possível botar na cadeia verdadeiros homicidas, mesmo que eles tenham enormes contas bancárias e, de preferência, já tenham passado pelo Congresso Nacional?

Que me perdoem os puristas, os ufanistas e todos aqueles que ainda esperam pela justiça para todos...

Do jeito que caminham as coisas, estamos vendo a justiça sumir pelo ralo, engolida por esquemas e mais esquemas, driblando a própria lei, em benefício de uns poucos e em prejuízo de toda a nação.

Sei que existem exceções, que tem gente boa no Judiciário, etc e tal. Mas eu me pergunto se esse mesmo Judiciário, apoiado nessas exceções, conseguirá sobreviver ao que dele fizeram esses outros tantos que temos visto com tanta freqüência nos meios de comunicação, apanhados em esquemas ilícitos e danosos ao povo.

Aqui está a prova da nossa desesperança:

"A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a liberação de diversos imóveis do ex-deputado Sérgio Naya. Naya responde processo pelo desabamento do Palace II, ocorrido em 1998, na Barra da Tijuca.

"De acordo com o jornal O Globo, o advogado das vítimas, Nélio Andrade, apresentou petição denunciando irregularidades em atos do juiz substituto da 4º Vara Empresarial, Alexander Macedo. Os imóveis estavam bloqueados por decisão judicial como garantia do pagamento de indenizações, avaliadas atualmente em R$ 50 milhões.

"Para o advogado, Naya apresentou contratos de gaveta pelos quais teria vendido os imóveis antes do bloqueio de seus bens. Nélio estima que cerca de 30 de mais de 50 pedidos de alvará foram concedidos pelo magistrado sem sequer serem apreciados pelo Ministério Público.

"As cerca de cem famílias vítimas já pediram a anulação dos atos do juiz. O processo, agora, deve sofrer uma auditoria, o que vai atrasar ainda mais o pagamento das indenizações.

"Em 2002, Naya havia se comprometido a pagá-las em 90 dias, mas não cumpriu o acordo. Desde então, especialmente a partir de 2003, vem conseguindo liberar imóveis que estavam bloqueados." (Redação Terra)