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Lembra da musiquinha?
"Domingo é dia de alegria / vamos sorrir e cantar / do mundo não se leva nada / vamos sorrir e cantar..."
Pois é... Fui lembrar justamente dessa música... Fazer o quê?
Às vezes (quer dizer... quase sempre!), meus dois neurônios neuróticos adoram pregar-me dessas peças...
Primeiro, ficam cantando a tal musiquinha - e isso depois de ter acompanhado uma apresentação de orquestra sinfônica!!! -, como se a vida fosse bela e nada estivesse errado.
Depois, ficam dando trela um ao outro, como se brincar de jogar pensamentos ao ar fosse a melhor das diversões. E lá se vai a minha cabeça!
Mil coisas rolando, passando, como se fosse um filme inacabado, onde o roteiro não está definido e nem sei quem são os atores principais.
Numa das cenas, eles me apresentam Cássia Eller (de novo!), como se eu fosse capaz de resolver o impasse que a morte dela causou. Mas depois os neurônios se explicam: agora, que a perícia afirmou que ela morreu de enfarte, como ficam as acusações que o pai dela fez?
Será que ele realmente estava preocupado em elucidar a causa da morte da filha ou será que estava somente de olho no seguro de vida dela, que deve servir para calçar o futuro de Chicão?
Dúvida ingrata, não? Afinal, sempre vão dizer: "ele é pai..." E tudo ficaria por isso mesmo, o dito pelo não dito e o não dito por esquecido...
Que será que vai acontecer agora?
Como será que a Maria Eugênia vai reagir????
Mais que isso... Como será que o Chicão vai reagir, daqui uns anos, quando puder se pronunciar sem que o mandem calar-se, por ser apenas uma criança???
É... Tem coisas que meus neurônios fazem, que me deixam na maior encucação...
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